Estrangeiro volta às compras e Ibovespa fecha em forte alta; dólar cai

Estrangeiro volta às compras e Ibovespa fecha em forte alta; dólar cai

Estrangeiro volta às compras e Ibovespa fecha em forte alta; dólar cai

Bancos e empresas de utilidades públicas lideraram sessão na qual o gringo voltou a dar as caras. Alívio geopolítico e liquidação de ações de tecnologia nos Estados Unidos ajudaram a bolsa brasileira

A semana começa com forte retomada das ações brasileiras, com destaque para os bancos e as empresas de utilidades públicas. O progresso dos diálogos entre Irã e Estados Unidos na Suíça faz o petróleo registrar forte queda. Com isso, ações ligadas a materiais básicos (commodities) registram as principais perdas, como Prio (PRIO3), que cai 0,9%, e Suzano (SUZB3), que recuou 2,8%, em um dia majoritariamente positivo para os papéis que compõem o Ibovespa.

Ainda assim, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) registraram ganhos de 0,2% e 0,9%, respectivamente. Itaú (ITUB4) avançou 2,7% e, ao lado da B3 (B3SA3), que subiu 2%, foi destaque na sessão. As units do BTG Pactual (BPAC11) subiram 3,1%.

- O Ibovespa subiu 1,21%, aos 170.370 pontos.

- O dólar caiu 0,46%, a R$ 5,141.

O fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) iShares MSCI Brazil ETF subia 1,6% no mesmo horário, indicativo de que há apetite por parte do investidor estrangeiro para bolsa brasileira. Ele é composto por 47 das maiores empresas brasileiras listadas na B3 ou no exterior.

Depois de algumas semanas reduzindo as vendas, o fluxo estrangeiro na B3 virou e está positivo, segundo Malek Zein, analista da Suno Research. "De toda forma, ainda não dá para cravar que esse movimento vai se sustentar daqui para frente. É cedo para afirmar que se trata de uma tendência consolidada", completou. Sobre o que está por trás dessa volta, o analista vê como uma possibilidade o Brasil estar mais barato entre os mercados emergentes.

A piora nas projeções no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22) não foi suficiente (pelo menos ainda) para azedar o humor do mercado financeiro local. Apesar da perspectiva de mais inflação (e provavelmente juros altos por mais tempo no cenário doméstico no longo prazo), os juros caem no dia com ajuda de um leilão do Tesouro e dão algum alívio aos negociantes.

Mais inflação?

O fantasma da inflação voltou a assombrar as projeções. Segundo o Boletim Focus de h61e, a previsão para o IPCA de 2026 subiu de 5,30% para 5,33%. Como resposta direta à pressão inflacionária, a estimativa para a taxa Selic ao fim deste ano saltou de 13,75% para 14%.

Alívio geopolítico: EUA e Irã no radar

Se o cenário interno preocupa, o externo traz um sopro de alívio. Representantes de Washington e Teerã debateram saídas diplomáticas para as tensões ao longo do fim de semana, mas ainda especula-se sobre qual o tamanho dos efeitos do conflito no mercado.

A sinalização de melhora no cenário geopolítico atua diretamente no preço do petróleo, reduzindo um dos principais vetores de projeções para alta na inflação global. Em relatório, a Monte Bravo Corretora destacou que o menor risco energético diminui a necessidade de os investidores manterem posições defensivas.

Agenda da semana: Copom e IPCA-15

A agenda econômica tem forte peso próximos dias. Os holofotes se voltam amanhã (23), às 8h, para a divulgação da ata do Copom, que deve detalhar os motivos por trás da postura do Banco Central.

Além disso, a semana também conta com a divulgação do IPCA-15 (a prévia da inflação oficial) e por dados de emprego na sexta-feira (26).

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