
FIDC avança em cenário de restrição no crédito
Fundos de recebíveis alcançam R$ 754 bilhões em maio com novos tomadores e investidores
Por Fernanda Guimarães, Valor — São Paulo
Atualizado
Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) têm conseguido driblar a aversão ao risco dos investidores no crédito privado e absorver parte da necessidade de capital das companhias brasileiras. Essa indústria chegou a R$ 754 bilhões em maio, aumento de 10% em um ano, na contramão da oferta de títulos de crédito, como debêntures, que está em retração. A projeção no setor é que o volume alcance R$ 1 trilhão dentro dos próximos meses.
No pano de fundo, as possibilidades de captação de recursos pelas empresas têm sido mais restritas em um cenário de volatilidade e companhias alavancadas.
Em um sinal da maior cautela que prevalece no mercado, os fundos de renda fixa registraram saída líquida de R$ 16,3 bilhões em abril, o pior mês para a modalidade, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em maio, quando a volatilidade diminuiu, esses fundos conseguiram captar R$ 10 bilhões em termos líquidos.