Fim da guerra avança, mas investidores ainda tentam entender os impactos do conflito

Fim da guerra avança, mas investidores ainda tentam entender os impactos do conflito

Fim da guerra avança, mas investidores ainda tentam entender os impactos do conflito

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A semana começa com o mercado de olho nas negociações para o fim da guerra, já que Estados Unidos e Irã debateram o tema durante o fim de semana e ainda especula-se sobre qual o tamanho dos efeitos do conflito no mercado. E com o cenário de impactos ainda nebuloso, os investidores prestam ainda mais atenção à ata do Copom, que será divulgada amanhã (23) às 8h. A semana ainda é marcada pela divulgação do IPCA-15, conhecido como a prévia da inflação, e por dados de emprego na sexta-feira (26). De quebra, no plano de fundo global há o anúncio da renúncia do primeiro ministro do Reino Unido, que pode trazer uma dose extra de incerteza.

Trâmites finais para o fim da guerra

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã avançaram ao longo do fim de semana na Suíça. Os dois países concordaram com a criação de um mecanismo para garantir o fim das operações militares no Líbano, que era um dos principais pontos de tensão nessa reta final da discussão do acordo. Ontem (21), Trump postou em suas redes sociais que a suspensão das ofensivas militares norte-americanas dependia da atuação do governo do Irã sobre o Hezbollah no Líbano.

Com o progresso no acordo, as bolsas da Ásia fecharam em alta e o petróleo iniciou o dia sem grandes movimentações.

O índice Nikkei 225 do Japão fechou em alta de 1,55%, a 72.353,96 pontos e o índice Kospi da Coreia do Sul subiu 0,69%, a 9.114,55 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,65%, a 23.768,52 pontos e, na China continental, o índice Xangai Composto teve alta de 1,78% a 4.163,09 pontos.

Por volta das 6h30, o petróleo do tipo Brent (referência global) caía 1,71%, a US$ 79,19 por barril. Já o WTI (referência norte-americana) caía 1,59%, cotado a US$ 75,34.

Mas os efeitos dela…

Ainda que a guerra tenha acabado, seus efeitos ainda não chegaram ao fim. E é justamente nesse mar de incerteza a respeito do tamanho do impacto do conflito na economia global que os investidores estão navegando. Por isso, todo e qualquer dado deve servir de apoio para a tomada de decisões daqui em diante.

Nesse contexto, a ata da última reunião do Copom, que será divulgada às 8h de amanhã (23), deve ser analisada de forma minuciosa pelos investidores. O mercado busca pistas das impressões do Banco Central até agora e do que será levado em conta para as próximas reuniões.

Além disso, a semana ainda é marcada por outras divulgações importantes, como o IPCA-15 de junho, que trará os efeitos inflacionários até agora, e dados de emprego que serão divulgados na sexta-feira (26).

E ainda tem uma renúncia global...

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (22) que renunciará ao cargo. O político disse que ouviu as críticas do Partido Trabalhista, atualmente no governo, e percebeu que já não era a pessoa adequada para conduzi-lo às eleições nacionais previstas para 2029.

Na residência oficial em Londres, Starmer afirmou que pedirá ao comitê organizador do Partido Trabalhista que estabeleça um cronograma para a disputa pela liderança que definirá seu sucessor.

Embora o tema não mexa diretamente com a bolsa, ele traz mais incertezas para o cenário político global, o que pode se desdobrar em ruídos no mercado financeiro.

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