
Investe em educação? J.P. Morgan revela suas apostas favoritas no setor
Banco alterou recomendação e preço-alvo para diversas instituições do segmento na bolsa brasileira
Por Adriana Peraita, Valor — São Paulo
Atualizado
O J.P. Morgan passou, nesta segunda-feira (22), a recomendar a compra das ações da Yduqs (YDUQ3), destacando a avaliação “descontada” com que os papéis são negociados. A equipe de análise do banco, por outro lado, rebaixou para neutra a indicação para as ações da Ânima (ANIM3), diante da perspectiva de que a curva de juros se mantenha mais estável do que o previsto anteriormente.
Apesar do efeito dos juros sobre as despesas financeiras, o J.P. Morgan considera que a Ydqus oferece uma das relações de risco e retorno mais atrativas entre as empresas que acompanha, à medida que a “forte” geração de caixa deve continuar sustentando o processo de desalavancagem.
“Com as ações sendo negociadas com um desconto significativo em relação às concorrentes (3,5 vezes o P/L estimado para 2027, ante 4,3 a 4,9 vezes, excluindo a Afya), acreditamos que a avaliação atual mais do que incorpora o impacto negativo da Selic, criando um ponto de entrada atrativo”, escrevem os analistas. O preço-alvo do banco para as ações foi reduzido de R$ 18,50 para R$ 16,50.
No caso da Ânima, entretanto, a instituição financeira aponta que ela é a mais alavancada entre as companhias cobertas e que o ajuste para refletir um ritmo mais lento de redução dos juros aumentou em 17% as despesas financeiras estimadas para 2027.
“Além disso, a Ânima enfrentou problemas operacionais decorrentes da adaptação dos cursos híbridos ao novo marco regulatório, o que provocou um aumento nas taxas de evasão. Acreditamos que isso pode afetar a geração de receita ao longo do ano, além de dificultar a diluição de custos”, diz o banco.
Ainda para refletir o efeito dos juros, o J.P. Morgan reduziu o preço-alvo para as ações da Ser Educacional (SEER3), sua principal escolha no setor, de R$ 23 para R$ 20; a recomendação de compra foi mantida.
A Afya teve o preço-alvo cortado de R$ 21,50 para R$ 21 e segue com recomendação neutra do banco. Cogna (COGN3) e Ânima tiveram os preços-alvo retirados.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.