‘Todos envolvidos no escândalo Master terão que se explicar’

‘Todos envolvidos no escândalo Master terão que se explicar’

‘Todos envolvidos no escândalo Master terão que se explicar’

Presidente do PT, Edinho Silva diz que decisão de deixar ou não a liderança do governo no Senado é decisão de Jaques Wagner

Por Andrea Jubé, Valor — Brasília

Atualizado

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse ao Valor que a operação da Polícia Federal (PF) que arrastou o líder do governo e quadro histórico do PT, senador Jaques Wagner (BA), para o escândalo do Banco Master não atingirá a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Segundo o dirigente, que é coordenador-geral da campanha, Lula sempre cobrou a investigação das denúncias contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e acrescentou que o Master é “criação” do governo de Jair Bolsonaro. Sobre o afastamento de Wagner da liderança, argumentou que a prioridade é a defesa do aliado, e que deixar, ou não, o cargo será uma decisão dele, que terá o seu apoio.

Na área econômica, Edinho relativizou declarações recentes do coordenador do programa de governo, José Sérgio Gabrielli, que provocaram ruído com o mercado e com o setor produtivo. “Só tem um condutor da política econômica, se chama presidente Lula. E o seu porta-voz na economia, que é o ministro Dario Durigan”, afirmou.

Lembrando que o próprio Lula tem defendido a expansão dos gastos públicos, mesmo com a trajetória de alta da dívida, o dirigente ponderou que o presidente fala em meio a uma conjuntura de crise econômica mundial. Argumenta que o déficit é “controlado”, e que isso não significa acomodação, porque o governo vai buscar a responsabilidade fiscal e a eficiência dos gastos. A seguir os principais pontos da entrevista ao Valor:

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