Após IOF, previdência aberta tem redução no ritmo de resgates

Após IOF, previdência aberta tem redução no ritmo de resgates

Após IOF, previdência aberta tem redução no ritmo de resgates

Efeito inesperado pode estar associado a entendimento de que para voltar pode ter pedágio; propensão a poupar aumentou

Por Adriana Cotias, Valor — São Paulo

Atualizado

Depois que passou a vigorar o novo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em aportes mais expressivos nos planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) de previdência, a partir deste ano, o ritmo de resgates nos primeiros meses de 2026 recuou. O movimento ocorreu após um forte encolhimento da captação no segundo semestre de 2025. Desde janeiro, o IOF de 5% deixou de ser cobrado para aportes no VGBL a partir de R$ 300 mil anuais independentemente da seguradora e passou a valer para valores acima de R$ 600 mil, considerando o total de cada participante no mercado.

“Mostra um pouco que o participante está entendendo que esse dinheiro é de fato para o longo prazo e resgatar tem penalidade para voltar”, avalia Ângela Assis, presidente da Brasilprev. “Mas não há como negar que o IOF prejudicou o setor.”

Rogério Calabria, superintendente de produtos de investimentos e de previdência do Itaú Unibanco, observa que a propensão a poupar aumentou. “Tem o aspecto do endividamento alto, na média, em todos os níveis de renda, e as pessoas estão tentando recompor um pouco o patrimônio”, afirma. “A guerra leva a isso, o juro que ia cair e não cai mais também, tem incertezas importantes e quando isso acontece as pessoas dão uma segurada nos gastos e ficam mais conservadoras nos investimentos.”

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