
Dados macroeconômicos que podem mexer com seus investimentos
Os indicadores macroeconômicos funcionam como uma bússola para investidores, ajudando a interpretar o cenário, antecipar movimentos do mercado e identificar oportunidades e riscos
Atualizado
Os indicadores macroeconômicos funcionam como uma bússola para investidores, ajudando a interpretar o cenário, antecipar movimentos do mercado e identificar oportunidades e riscos.
A taxa Selic influencia o custo do dinheiro. Quando cai, tende a estimular o consumo e os investimentos, favorecendo a atividade econômica e os ativos de maior risco, como ações e fundos imobiliários. Já quando sobe, costuma aumentar a atratividade da renda fixa e desacelerar a economia.
A inflação também tem papel central, pois afeta o poder de compra da população, a rentabilidade real dos investimentos e as decisões do Banco Central sobre a trajetória dos juros.
Como muitos ativos financeiros são atrelados à inflação e ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa de referência das operações de empréstimos entre bancos e que caminha muito próximo da taxa Selic, monitorar esses indicadores ajuda a ver como se posicionar em diferentes ativos e setores da economia.
Outro dado muito importante é o Produto Interno Bruto (PIB), que mostra o ritmo de crescimento da economia. Uma atividade mais forte e juros baixos costumam favorecer empresas ligadas ao consumo e à produção. Já em cenários desafiadores de juros mais altos e inflação pressionada, empresas de setores considerados defensivos, entre elas, prestadoras de serviços essenciais (utilities) de energia, telecomunicações e saneamento, entre outras, costumam ganhar atenção por serem mais previsíveis.
Além de indicadores domésticos, o investidor também precisa acompanhar os movimentos internacionais. Por exemplo, nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, dados como o PIB, relatórios de emprego como o Payroll, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor), e as decisões do Federal Reserve sobre juros influenciam as expectativas dos mercados e ativos globais.
A análise do cenário macroeconômico também passa por fatores geopolíticos e comerciais. Guerras e mudanças na política comercial dos EUA e de outras economias podem influenciar o fluxo de comércio, preços de energia e matérias-primas, gerando impactos nos juros, na inflação e nos investimentos.
É por isso que o Valor One traz mais uma novidade: o Calendário Econômico. A ferramenta permite acessar os principais indicadores macroeconômicos em um só lugar, com filtros por dia, semana atual, próxima semana, mês ou períodos específicos.
Com o Calendário Econômico, os investidores podem consultar projeções de mercado (quando disponíveis), números atuais e divulgações anteriores, o que facilita comparações e torna as análises mais completas.
📅 No radar, o IPCA-15
Na quinta-feira (25/06), um dos destaques é a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo 15), que mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de um a 40 salários mínimos em onze regiões metropolitanas relevantes, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.
Apesar de muitas vezes receber menos atenção do público em geral, o indicador tem potencial de impactar os preços dos ativos no curto prazo. Considerado uma prévia da inflação do país, o IPCA-15 antecipa tendências.
Isso acontece porque alguns componentes medidos pelo IPCA-15 se repetem no índice oficial de inflação, por exemplo, passagens aéreas, aluguel e condomínio. Assim, uma leitura acima ou abaixo do esperado pode alterar projeções para os juros, afetando preços de títulos de renda fixa até ações e outros tipos de investimentos.
Veja alguns destaques do Calendário Econômico do Valor One:
Fique de olho nos próximos dados macroeconômicos.