
‘Síndrome de rico’ inibe conversão de valor na previdência em renda
Contra dilema de deixar tudo para a seguradora se ‘morrer cedo’, participante faz resgate integral e aplica no CDI, mas taxas atuais são convidativas
Por Adriana Cotias, Valor — São Paulo
Atualizado
“O brasileiro tem aquele momento em que fica com síndrome de rico”, diz Ângela Assis, presidente da Brasilprev, a empresa de previdência privada do Banco do Brasil em sociedade com o americano Principal Group.
A executiva se refere ao comportamento do investidor de resgatar toda a reserva acumulada na hora de usufruir dos recursos para a aposentadoria ou outra finalidade. Diante do dilema de morrer cedo demais e deixar tudo para a seguradora, ele evita converter o patrimônio em renda e acha que a partir dali pode administrar o dinheiro por conta própria.
A nova regulação do setor criou outras fórmulas de renda, além da vitalícia, garantida até o falecimento. Pode haver cláusula de reversão ao cônjuge e, na ausência dele, com continuidade aos filhos até completarem 18 anos. Há a renda com prazo mínimo garantido, em que o participante recebe enquanto viver dentro do período contratado e, caso venha a faltar, o benefício é repassado aos seus beneficiários pelo tempo restante, limitado a 240 meses.