
Eventual intervenção no Digimais elevaria conta para FGC
Digimais tinha cerca de R$ 8,5 bilhões em depósitos em dezembro
Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo
Atualizado
A possibilidade de liquidação do Digimais, de Edir Macedo, cresceu bastante após a operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira. O banco já vinha na mira do Banco Central desde pelo menos 2023, com problemas de capital e manobras questionáveis no balanço. Se o regulador de fato optar por uma intervenção, a conta para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já viu seu caixa ser consumido quase pela metade com o caso Master, ficará mais salgada.
Com o Master, o FGC teve uma conta total de R$ 57,4 bilhões. O fundo provisionou R$ 40,646 bilhões para as garantias de Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank, e mais R$ 11,120 bilhões para Will Bank e Pleno. Além disso, tinha, ao fim de 2025, um saldo de empréstimos de R$ 2,878 bilhões para o Master, R$ 1,824 bilhão para o Will, R$ 801 milhões para o Pleno e R$ 291 milhões para o Master de Investimentos.
Segundo dados do sistema IFData, o Digimais tinha cerca de R$ 8,5 bilhões em depósitos em dezembro. A conta para o FGC, em um eventual caso de liquidação, tende a ser menor, no entanto. O banco vem diminuindo de tamanho fortemente nos últimos meses e há o limite de R$ 250 mil por investidor que o FGC pode pagar.