
Nova empresa da bolsa entra no radar do Santander
Banco considera que as ações da Compass são negociadas a um preço atrativo
Por Adriana Peraita, Valor — São Paulo
Atualizado
A empresa que encerrou o jejum de anos de IPO (oferta pública inicial) na bolsa brasileira também entrou no radar do Santander. O banco iniciou, nesta quarta-feira (24), a cobertura da Compass (PASS3), recomendando a compra das ações, com um preço-alvo de R$ 34,05.
Para a equipe de análise do banco, a empresa apresenta um perfil equilibrado com a atuação no segmento de distribuição de gás considerada “defensiva”, enquanto a subsidiária Edge pode capitalizar oportunidades crescentes no mercado livre.
“A tese de investimento não se baseia apenas na posse da maior plataforma de distribuição de gás do Brasil, mas também na exposição à próxima etapa de desenvolvimento do mercado de gás no país”, afirmam os analistas Andre Sampaio, Guilherme Lima e Joao Pedro Herrero, em relatório.
A Compass é titular de sete concessões de distribuição de gás, controlando a Comgás, que é maior distribuidora do país. “Acreditamos que esse segmento continuará sendo a espinha dorsal do grupo, financiando dividendos, investimentos orgânicos e iniciativas de crescimento”, diz o Santander.
Já a Edge, subsidiária voltada ao mercado livre de gás, em um contrato altamente competitivo de fornecimento para a TotalEnergies, que se extende até 2033, além de operar, em conjunto com a Orizon, uma das maiores plataformas de biometano do Brasil. “Embora esse negócio apresente maior grau de incerteza do que o segmento de distribuição, acreditamos que ele representa a principal avenida de crescimento da Compass e incorpora diversas opcionalidades valiosas de longo prazo”, avalia o Santander.
O banco considera que as ações da Compass são negociadas a um preço atrativo, que ainda não considera todo o potencial da Edge.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.