
Petróleo perde força com fim da guerra, mas juros seguem como incógnita
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Com os sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, as tensões no mercado vêm diminuindo a cada dia, o que ajuda a manter os preços do petróleo mais comportados. No entanto, a falta de sinais claros sobre os reais impactos da guerra seguem preocupando o mercado, especialmente em relação ao futuro dos juros.
A quantas anda o fim da guerra?
Ao que tudo indica, o acordo para o fim da guerra continua muito bem, obrigado. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou sua viagem pelo Oriente Médio nesta quarta-feira (24), com o objetivo de tranquilizar os aliados do Golfo. Ele desembarcou na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, ontem (23).
Com os sinais de que tudo está se encaminhando para uma resolução efetiva, os preços do petróleo seguem controlados. O Brent (referência global) caía 1,52% por volta das 7h25, cotado a US$ 75,94. Já o WTI (referência norte-americana) caía 1,46%, cotado a US$ 72,14.
Mas os efeitos…
Os efeitos da guerra, no entanto, seguem em aberto, especialmente n oque diz respeito à inflação. Por isso o mercado segue alerta aos sinais do futuro dos juros. Ontem (23), na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central afirmou que o ambiente atual pede uma Selic elevada por mais tempo.
A autoridade monetária disse, no entanto, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada conforme o cenário, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta.
Apesar de reconhecer o cenário mais complexo, o BC disse que julgou como mais adequado, nesse momento, manter a trajetória da Selic "menos discrepante" a fim de "evitar induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros". "O corte da taxa para 14,25% ao ano é compatível com a estratégia de convergência para a inflação ao redor da meta", afirmou.
Analistas continuaram a ver as sinalizações do BC como “mistas” e, portanto, o futuro segue em aberto.
Já no Boletim Focus, as projeções dos economistas apontam para uma Selic em 14% ao ano no fim deste ano. Portanto, só haveria espaço para mais um corte.
Portanto, o mercado deve ficar cada vez mais atento a dados e indicadores, a fim de tentar se antecipar ao que vem por aí.