Petrobras (PETR4) tomba com petróleo voltando aos preços de antes da guerra; entenda

Petrobras (PETR4) tomba com petróleo voltando aos preços de antes da guerra; entenda

Petrobras (PETR4) tomba com petróleo voltando aos preços de antes da guerra; entenda

A normalização no fluxo do Estreito de Ormuz sinaliza retomada da oferta da commodity, derrubando os preços no mercado internacional aos menores níveis desde fevereiro

As ações das companhias petroleiras negociadas na bolsa brasileira, a B3, sofreram no pregão desta quarta-feira (24) com o tombo nos preços do petróleo lá fora. A normalização no fluxo do Estreito de Ormuz sinalizou a retomada da oferta da commodity, derrubando os preços no mercado internacional aos menores níveis desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

A desvalorização dos papéis da Petrobras acabou arrastando o Ibovespa, principal índice da bolsa, para a seara negativa.

Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3, com direito a voto em assembleias de acionistas) recuaram 2,7%, cotados a R$ 42,80, os preferenciais (PETR4, com preferência no recebimento de proventos) caíram 2,6%, a R$ 38,29.

As ações das "juniores", as companhias menores, também apanharam:

- Prio (PRIO3) caiu 3,6%, a R$ 54,10;

- PetroRecôncavo (RECV3) desvalorizou 1,2%, a R$ 9,99;

- Brava Energia (BRAV3) teve ligeira alta de 0,16%, depois de cair mais de 1%, a R$ 19,00.

Ao final dos negócios do dia, o preço do petróleo tipo Brent (a referência global, utilizada pelas companhias brasileiras), com entrega para agosto, despencou 4,3%, em US$ 73,74 o barril. O tipo WTI (a referência norte-americana) desvalorizou 3,9%, a US$ 70,34.

Cerca de 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, segundo informações da agência Reuters.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã informou aos EUA que não estavam sendo cobradas taxas de passagem dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Os dois países, que encerraram na segunda-feira a primeira rodada de negociações na Suíça, apresentaram versões contraditórias sobre os incentivos financeiros para o Irã, o controle do Estreito de Ormuz e a guerra paralela de Israel no Líbano — todos aspectos importantes do acordo-quadro assinado na semana passada com o objetivo de pôr fim ao conflito.

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