
PF investiga fraudes no balanço do Digimais e vê semelhança com Master
Instituição de Edir Macedo é acusada de usar mesmo ‘modus operandi’ de Vorcaro ao inflar ativos e esconder uma potencial insolvência
Por Mateus Coutinho, Tiago Angelo e Álvaro Campos, Valor — Brasília e São Paulo
Atualizado
A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Miragem para investigar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN) envolvendo o banco Digimais, do bispo Edir Macedo. A instituição financeira já vinha na mira do Banco Central nos últimos anos e é acusada de usar o mesmo “modus operandi” do Master, inflando o balanço com ativos de difícil precificação para seguir captando depósitos e, assim, esconder o que seria uma situação de insolvência.
O caso se soma aos escândalos do banco de Daniel Vorcaro e às dificuldades do Banco de Brasília (BRB) e mostra que o processo de “depuração” no sistema financeiro não terminou.
Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Também foram bloqueados até R$ 670 milhões dos investigados. Apesar de controlador do banco, Macedo não foi alvo da operação — ele mora em Miami.