Com fim da guerra, dados de inflação ajudam a calibrar expectativa para os juros

Com fim da guerra, dados de inflação ajudam a calibrar expectativa para os juros

Com fim da guerra, dados de inflação ajudam a calibrar expectativa para os juros

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Em um cenário de fim de guerra permeado por incertezas sobre os impactos do conflito, os indicadores econômicos ganham ainda mais importância. Não se sabe, afinal, o tamanho das consequências da guerra na inflação e, portanto, o futuro dos juros segue em aberto. Por isso, hoje os investidores olham com bastante atenção para o IPCA-15 de junho, conhecido como “prévia da inflação”. Nos Estados Unidos, o PCE, indicador inflacionário favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o ponto alto do dia.

A guerra acabou, mas…

Ao que tudo indica, o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã segue avançando de maneira positiva. Ontem (24), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manteve conversas com os líderes dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait durante uma viagem ao Oriente Médio. O objetivo da missão diplomática é tranquilizar aliados do Golfo que consideram brando demais o acordo de paz proposto com o Irã (que, diga-se de passagem, os atacou durante a guerra).

E o mercado parece estar recebendo bem esses desdobramentos. Não à toa, o petróleo segue bem comportado. Por volta das 7h20 desta quinta-feira (24), o Brent (referência global) caía 1,37%, cotado a US$ 72,73. Já o WTI (referência norte-americana) caía 1,11%, cotado a US$ 69,56.

Mas ainda que esteja chegando ao fim, a guerra trouxe impactos que ainda seguem em aberto, especialmente no que diz respeito à inflação. E eles colocam em xeque o futuro dos juros mundo afora.

Os dados ganham ainda mais importância

Em um cenário como esse, os indicadores econômicos ganham ainda mais importância. E hoje é dia da divulgação de dois deles.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) será divulgado às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, segundo a mediana das 29 estimativas coletadas pelo Valor Data, a “prévia da inflação” deve ter sido de 0,44% em junho. O intervalo das projeções coletadas foi de 0,33% a 0,57%.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio dos EUA expõe, às 9h30 (de Brasília), os dados de renda e de gastos pessoais de maio e o deflator do índice de preços de gastos com consumo (PCE) do mesmo mês. Há, ainda, a leitura final do PCE e seu núcleo do primeiro trimestre de 2025.

Os dados ajudarão o mercado a entender o quão pressionada está a inflação e, portanto, o quanto há de espaço para os bancos centrais cortarem os juros (ou até mesmo se há necessidade de subi-los a fim de conter o avanço dos preços).

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