Copa do Mundo de 2026: brasileiros já gastaram mais de R$ 500 milhões em 'bets' desde o início do torneio

Copa do Mundo de 2026: brasileiros já gastaram mais de R$ 500 milhões em 'bets' desde o início do torneio

O levantamento acompanha as transferências de 1,2 milhão de pessoas para 187 casas de apostas devidamente licenciadas no país — o que significa que o montante real pode ser ainda maior, já que o mercado ilegal não entra na conta

Do início da Copa do Mundo 2026 até esta quinta-feira (25), após a partida da seleção brasileira, os torcedores brasileiros já enviaram R$ 507,2 milhões para plataformas de apostas esportivas, as chamadas "bets". Os dados são do "Placar das Bets", um indicador desenvolvido pela Klavi, empresa de inteligência de dados via Open Finance.

O levantamento acompanha as transferências de 1,2 milhão de pessoas para 187 casas de apostas devidamente licenciadas no país — o que significa que o montante real pode ser ainda maior, já que o mercado ilegal não entra na conta. O objetivo do estudo é mapear o impacto real do torneio na saúde financeira das famílias e, posteriormente, fazer um "raio-x" que mostre os efeitos disso no orçamento dos brasileiros.

O perfil majoritário desses apostadores é composto por homens, que representam 63% do total, enquanto as mulheres somam 37%.

O 'efeito Seleção Brasileira'

Ontem, dia de jogo do Brasil, foram movimentados R$ 25,5 milhões apenas na amostra analisada. O valor representa um salto de 35% em relação à média diária registrada antes do início do mundial.

Quase 10% (9,1%) enviaram dinheiro para casa de apostas ontem, 9% acima da média de 8,33% antes da Copa. Já quando se considera desde o início da competição, 33% da amostra enviou dinheiro para bets.

O valor médio transferido por pessoa também subiu: passou para R$ 235 na quarta-feira, uma alta de 24% sobre o patamar considerado "normal" pela Klavi.

Embora muitos brasileiros citem as bets como um entretenimento ou tentativa de ganho rápido, as apostas esportivas entraram no radar de bancos, do governo e de órgãos de defesa do consumidor. O setor é apontado hoje como um dos principais vilões do endividamento no Brasil, impactando o consumo básico das famílias e, inclusive, a capacidade de poupar para emergências.

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