
Dow Jones bate recorde enquanto Nasdaq cai com tombo da Apple; veja o que move Wall Street
Resultados da Micron impulsionam ações de semicondutores, mas queda da Apple pesa sobre o setor de tecnologia; mercado também repercute o PCE, indicador de inflação preferido do Fed
As bolsas de Nova York operam sem direção única nesta quinta-feira (25), com os investidores divididos entre a repercussão dos dados de inflação dos Estados Unidos, resultados corporativos e a forte queda das ações da Apple.
- Por volta de 10h35 (horário de Brasília), o Dow Jones avançava 1,46%, aos 52.606,84 pontos, renovando sua máxima histórica. O S&P 500 subia 0,40%, para 7.387,96 pontos, enquanto o Nasdaq recuava 0,36%, aos 25.385,84 pontos.
A principal pressão sobre o índice de tecnologia vinha da Apple. As ações da fabricante do iPhone caíam quase 5% após a companhia anunciar aumentos nos preços dos MacBooks e iPads, atribuindo a decisão à alta dos custos de componentes, especialmente chips.
O movimento também afetava outras gigantes do setor, com Alphabet e Meta operando em queda, em meio ao receio de que o aumento no preço dos semicondutores reduza as margens de lucro das grandes empresas de tecnologia.
Na direção oposta, a fabricante de chips Micron Technology disparava depois de divulgar resultados trimestrais acima das expectativas dos analistas, enquanto a Qualcomm avançava após aumentar sua projeção de receitas para negócios fora do segmento de smartphones.
Os investidores também repercutem os dados do índice de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed). O PCE avançou 0,4% em maio, abaixo da expectativa de alta de 0,5%, enquanto o núcleo do indicador subiu 0,3%, em linha com as projeções.
Embora o resultado tenha trazido algum alívio no índice cheio, a inflação segue acima da meta de 2% do banco central americano. Por isso, o mercado continua apostando na manutenção dos juros em julho e monitora a possibilidade de novas altas a partir de setembro.