Ibovespa sobe com alívio na inflação no Brasil e nos EUA; dólar cai

Ibovespa sobe com alívio na inflação no Brasil e nos EUA; dólar cai

Ibovespa dispara com bancos após alívio na inflação; dólar cai

Expectativa de corte da Selic em agosto impulsiona ações de bancos, enquanto inflação mais fraca nos EUA ajuda a sustentar o bom humor dos mercados

O Ibovespa acelerou os ganhos ao longo da manhã desta quinta-feira (25), impulsionado principalmente pelas ações de bancos, em um dia marcado por dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e nos Estados Unidos. Os investidores agora apostam que o Banco Central pode reduzir a Selic em agosto, o que ajuda a sustentar o apetite por ativos de risco.

- Por volta de 11h35, o principal índice da bolsa brasileira subia 1,5%, aos 173.074 pontos. O dólar comercial caía 0,2%, negociado a R$ 5,1904.

Entre os destaques do pregão, as ações dos grandes bancos lideravam os ganhos do índice. O Itaú Unibanco (ITUB4) avançava 2,5%, enquanto o Bradesco PN (BBDC4) subia 2,1% e o Bradesco ON (BBDC3) ganhava 2,4%.

O Banco do Brasil (BBAS3) registrava alta de 2,1%, e as units do Santander Brasil (SANB11) avançavam 1,3%. As units do BTG Pactual (BPAC11) também operavam em alta, de 1,7%.

Números de inflação animam investidores

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, abaixo da expectativa de alta de 0,44% do mercado.

O número mais benigno aumentou a confiança dos investidores de que o Banco Central pode voltar a reduzir a Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para agosto.

Segundo os contratos de opções digitais de Copom, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto passou a superar a chance de manutenção da Selic.

Na manhã de hoje, o mercado atribuía 55% de probabilidade de a taxa básica cair de 14,25% para 14%, enquanto a chance de manutenção recuava para 40%.

Nos Estados Unidos, o índice de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), subiu 0,4% em maio, abaixo da expectativa de alta de 0,5%.

Já o núcleo do PCE, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, avançou 0,3% no mês, em linha com as projeções.

Segundo os contratos futuros negociados pelo CME Group, o mercado vê como mais provável a manutenção da taxa de juros americana na reunião de julho. A partir de setembro, porém, os investidores já apostam em até três altas de juros até o fim do ano.

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