Após susto em Ormuz, investidores buscam mais pistas para futuro da Selic

Após susto em Ormuz, investidores buscam mais pistas para futuro da Selic

Após susto em Ormuz, investidores buscam mais pistas para futuro da Selic

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A semana se encerra com o mercado se recuperando após o susto de ontem (25) no Estreito de Ormuz, quando houve um novo ataque iraniano contra um navio de carga. Apesar do preço do petróleo ter respondido com uma alta ontem, nesta manhã a commodity já voltava a operar em queda. O dia ainda é marcado por dados de emprego e das transações correntes no Brasil, que podem trazer mais pistas sobre o atual momento econômico do país e os próximos passos do Banco Central.

Em que pé está a guerra?

Ontem, uma embarcação relatou um ataque no Estreito de Ormuz, o que acendeu temores sobre a quebra do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã. Segundo agências internacionais, dois funcionários americanos disseram à agência de notícias Reuters que o Irã disparou contra o navio, enquanto a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico afirmou que embarcações fora das rotas estabelecidas não terão passagem segura garantida.

O incidente fez com que o preço do petróleo voltasse a subir no fechamento, mas o movimento logo se reverteu. Segundo analistas, o mercado, de forma geral, segue focado na recuperação dos fluxos da commodity na região. Assim, o petróleo voltou a operar em queda no começo desta manhã.

Por volta das 7h10, o Brent (referência global) operava em queda de 3,79%, cotado a US$ 72,41. Já o WTI (referência norte-americana) caía 3,88%, cotado a US$ 69,13.

E os futuro dos juros?

Enquanto a guerra se encaminha para o fim, apesar dos pesares, os investidores tentam entender os efeitos dela na economia global e, claro, no futuro dos juros. Por aqui, o IPCA-15 de junho trouxe certo alívio ao mostrar uma desaceleração e uma composição de inflação um pouco mais saudável. Com isso, o mercado voltou a olhar para a hipótese de um novo corte da Selic de 0,25 ponto percentual, apesar dos alertas feitos pelo Banco Central na última ata do Copom.

O Termômetro do Copom, ferramenta do Valor Investe que mostra as apostas dos investidores com base em contratos negociados na bolsa, mostrou que 50% deles acredita em uma queda de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, enquanto 41% apostam em uma manutenção da Selic em 14,25% ao ano.

Para ajudar a calibrar essas expectativas, o mercado fica de olho em dados de emprego que serão divulgados às 9h. Eles ajudarão a entender o quão aquecida está a economia local e, portanto, o quanto há de pressões inflacionárias. Por fim, outro indicador que deve ser monitorado hoje são os valores das transações correntes do Brasil, que serão divulgados às 8h30.

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