
Gasto de turista brasileiro no exterior cresce, mas investimento do 'gringo' no Brasil diminui
O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio, conforme divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC)
Por Alex Ribeiro e Hamilton Ferrari, Valor — São Paulo e Brasília
Atualizado
O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio, conforme divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2025, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 3,318 bilhões.
No acumulado do primeiro semestre, o déficit foi de US$ 25,093 bilhões.
Já no acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 64,148 bilhões, o equivalente a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária.
O BC projeta de déficit de US$ 56 bilhões para 2026, segundo o último Relatório de Política Monetária (RPM).
Gasto do turistas
Os brasileiros gastaram em viagens internacionais US$ 2,062 bilhões em maio, ante US$ 1,782 bilhão no mesmo mês do ano passado.
Já os estrangeiros que estiveram no país deixaram US$ 786 milhões, contra US$ 661 milhões em maio de 2025. Assim, houve déficit na conta de viagens de US$ 1,276 bilhão no período, contra US$ 1,121 bilhão um ano antes.
O BC calcula déficit de viagens de US$ 15 bilhões para 2026, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.
Investimento em carteira
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 5,478 bilhões em maio. Em maio de 2025, por sua vez, houve entrada de US$ 1,644 bilhão.
No mercado de renda fixa, saíram liquidamente US$ 3,112 bilhões em maio. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi negativo em US$ 2,862 bilhões. No mercado externo, o resultado foi negativo em US$ 250 milhões.
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em saída de US$ 2,652 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.
Para 2026, o BC projeta de entrada de US$ 15 bilhões.
Lucros e dividendos
A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 4,211 bilhões em maio, de acordo com o Banco Central (BC). Em maio de 2025, por sua vez, a remessa foi de US$ 3,944 bilhões.
O BC calcula remessa líquida de US$ 52 bilhões em lucros e dividendos para 2026, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.