
Liquidada pelo BC e envolvida no caso Master, Sefer já teve três nomes e foi alvo de duas operações da PF
Em sua página, a empresa diz ter mais de 70 fundos sob custódia e US$ 22 bilhões de ativos sob gestão
Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo
Atualizado
A Sefer Investimentos, distribuidora que teve a liquidação extrajudicial determinada nesta sexta-feira pelo Banco Central, já mudou de nome várias vezes e foi alvo de ao menos duas operações da Polícia Federal nos últimos anos. Em sua página, a empresa diz ter mais de 70 fundos sob custódia e US$ 22 bilhões de ativos sob gestão.
A Sefer foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero e administra fundos ligados aos possíveis esquemas de fraude no Master. Segundo o Ministério Público, ela é controlada por Benjamin Botelho. A administradora também foi alvo da segunda fase da operação Fundos Fake, deflagrada em 2020. A investigação também teve como alvos o Banco Máxima, antiga denominação do Master, e o próprio Daniel Vorcaro, que depois foi excluído do processo.
Com sede na Faria Lima, a Sefer foi criada em 1994 e, até dezembro de 2023, se chamava Foco, segundo documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Embora esses registros não indiquem, outros documentos disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também associam a empresa ao nome Índigo Investimentos, com o mesmo CNPJ. A companhia teve Botelho como sócio entre 2005 e 2016.