
Tesouro Direto: taxas caem com apostas de Selic a 14% em agosto
Mercado negocia contratos de opções sobre as decisões de política monetária e, desde ontem, metade deles aposta em uma queda de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do BC
A prévia da inflação (IPCA-15) de junho divulgada ontem pelo IBGE, em um momento em que o fluxo de navios no Estreito de Ormuz se reestabelece e faz os preços do petróleos retornarem ao nível anterior à guerra, mudou o humor dos mercados sobre os juros. As taxas dos títulos do Tesouro Direto negociadas hoje caem em linha com apostas majoritárias, no mercado de opções de decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de corte de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto. Hoje, a taxa é de 14,25% ao ano.
- Veja no Termômetro do Copom.
O Copom já realizou três cortes na Selic desde janeiro, mas a inflação acelerou nos últimos meses e levantou muitas dúvidas sobre a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. Os contratos de opções são como apostas em qual será a decisão na próxima reunião, e servem de guia do mercado na negociação de títulos. O recado de ontem é que, se a inflação mantiver o desaceleramento, há espaço para novos cortes na leitura da maioria do mercado, ou ao menos é o que se espera que o BC faça.
- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga, hoje, IPCA + 8,30% ante IPCA+8,37% na última sessão.
- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,59%, ante IPCA + 7,55% na última sessão
- A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,24%, ante 14,28% na última sessão.
- A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,44%, ante 14,46% na última sessão.