
Gigantes globais dão tração a BDR na B3
Varejo local teve acesso ao papel da SpaceX no dia da estreia da empresa de Elon Musk na Nasdaq; bolsa quer repetir feito com OpenAI e Anthropic
Por Fernanda Guimarães, Valor — São Paulo
Atualizado
Em todo o mundo, a abertura de capital da SpaceX, de Elon Musk, viralizou. A maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que movimentou US$ 86 bilhões, atraiu olhares de milhões de investidores, inclusive no Brasil. No dia da estreia das ações, quando o papel deu um salto de 19%, investidores locais puderam comprar uma fração da ação negociada na Nasdaq, nos Estados Unidos, pela bolsa brasileira.
Pela B3, o acesso direto pode ser feito por meio de papéis atrelados às ações negociadas fora do país, os chamados BDRs (do inglês, Brazilian Depositary Receipts). Para garantir o acesso ao investidor pessoa física, a bolsa estruturou o BDR do SpaceX de forma que cinco BDRs correspondessem a uma ação — ou cada BDR representaria um quinto de cada ação da empresa de foguetes de Musk, que custaria quase R$ 700 na conversão da moeda. Foi a primeira vez que a B3 lançou um BDR no mesmo dia da estreia da empresa em uma bolsa estrangeira.
O resultado foi claro. No primeiro dia foram R$ 145 milhões negociados, que passou para R$ 216 milhões no dia seguinte indo a R$ 397 milhões no terceiro dia. Para se ter uma dimensão, o BDR estava na 34 posição dos ativos mais negociados na B3, considerando todos os produtos, incluindo ações.