Tesouro Direto: taxas caem em dia de baixa de liquidez

Tesouro Direto: taxas caem em dia de baixa de liquidez

Tesouro Direto: taxas caem em dia de baixa de liquidez

Jogo da Seleção Brasleira na Copa do Mundo coloca mercado em banho-maria, em uma semana decisiva para o futuro dos juros no Brasil e nos Estados Unidos

Os juros do títulos públicos federais caem nesta segunda-feira (29) e mantêm a tendência da semana anterior, de alívio nos papéis, após atingirem as máximas históricas em junho. O Brasil joga contra o Japão e a liquidez do mercado está reduzida na sessão. O pano de fundo é o reânimo do conflito no Oriente Médio e a expectativa pelos dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos, que serão divulgados nesta semana.

A trégua entre Estados Unidos e Irã anunciada pela manhã - os dois países voltaram a trocar ataques de menor intensidade no Estreito de Ormuz desde a semana passada - dão algum alívio aos juros globais. As taxas dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, porém, registram alta.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,20%, ante 14,24% na última sessão.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,38%, ante 14,43% na última sessão.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,30% ante IPCA+8,29% na última sessão.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,64%, ante IPCA + 7,55% na última sessão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que uma reunião com o Irã será realizada na terça-feira em Doha, no Catar, sem dar mais detalhes. "O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã, em Doha", escreveu Trump em uma publicação em letras maiúsculas na plataforma Truth Social.

A reunião representaria uma desescalada das tensões depois que ataques de ambos os lados no fim de semana ameaçaram comprometer o frágil acordo preliminar de 14 pontos assinado por Trump e por seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.

A queda dos juros na semana passada ocorreu em linha com a aposta, no mercado de opções de decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de corte de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto. Hoje, a taxa é de 14,25% ao ano.

O Copom já realizou três cortes na Selic desde janeiro, mas a inflação acelerou nos últimos meses e levantou muitas dúvidas sobre a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. Os contratos de opções são como apostas em qual será a decisão na próxima reunião, e servem de guia do mercado na negociação de títulos. O recado dos investidores é que, se a inflação mantiver o desaceleramento - como indicado pelo IPCA-15 -, há espaço para novos cortes na leitura da maioria do mercado, ou ao menos é o que se espera que o BC faça.

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