Trégua entre EUA e Irã traz alívio, mas semana tem teste decisivo para futuro dos juros

Trégua entre EUA e Irã traz alívio, mas semana tem teste decisivo para futuro dos juros

Trégua entre EUA e Irã traz alívio, mas semana tem teste decisivo para futuro dos juros

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Os Estados Unidos e o Irã continuam ditando o humor do mercado, especialmente depois que os países voltaram a trocar ataques no fim de semana. O cessar-fogo, contudo, continua valendo e ao que tudo indica o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz segue se normalizando, o que traz bom humor para o mercado. Os próximos dias ainda são marcados por divulgações importantes, como o relatório de emprego “payroll” nos Estados Unidos e do Caged no Brasil, além de dados da produção industrial por aqui.

A quantas anda a guerra?

Após EUA e Irã trocarem ataques durante o fim de semana e trazer dúvidas a respeito do acordo de paz provisório, os países concordaram em interromper as hostilidades. As preocupações se dissiparam, mas o petróleo voltou a subir, apesar de ainda estar em um patamar bastante comportado.

Por volta das 7h10, o Brent (referência global) subia 1,14%, cotado a US$ 72,81 o barril. Já o WTI (referência norte-americana) subia 1,39%, cotado a US$ 70,19.

E o que vem por aí?

Apesar do conflito já estar em vias de normalização (ainda que com percalços no meio desse caminho), os seus efeitos ainda estão sendo avaliados mundo afora. Ainda não se sabe, ao certo, o tamanho do impacto dele na inflação e quanto tempo pode demorar para que o cenário se normalize. Assim sendo, as divulgações de indicadores ganham ainda mais importância.

Hoje, por exemplo, os investidores ficam atentos às projeções do Boletim Focus. Especialmente porque o Banco Central mostrou preocupações relevantes na última ata do Copom. Não à toa, o Termômetro do Copom, ferramenta do Valor Investe que mostra as apostas dos investidores com base em contratos negociados na bolsa, mostrou que 60% apostam em uma queda de 0,25 ponto percentual na próxima reunião enquanto 39% acreditam que a taxa ficará igual, em 14,25% ao ano. Há, ainda, 1% dos negociantes que apostam em uma nova alta, desta vez de 0,5 ponto percentual.

Lá fora, a maior expectativa é pelos dados de emprego do payroll, que serão divulgados nos Estados Unidos na quinta-feira (1º). Um dia antes, saem os dados do mercado de trabalho recolhidos pelo Caged no Brasil.

Os indicadores de emprego são importantes porque eles mostram o quão aquecida está a economia e, portanto, o quanto há de pressões inflacionárias. A partir daí, é possível ter uma ideia do tamanho do espaço que os bancos centrais têm para cortar mais os juros.

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