CDB lidera os investimentos dos brasileiros em 2026; veja o ranking

CDB lidera os investimentos dos brasileiros em 2026; veja o ranking

CDB lidera os investimentos dos brasileiros em 2026; veja o ranking

Levantamento mostra que CDB, poupança e Tesouro Direto seguem entre as aplicações preferidas dos investidores, refletindo o impacto dos juros elevados sobre as decisões financeiras dos brasileiros

Com a taxa Selic ainda em dois dígitos ao ano, a renda fixa continua sendo a escolha preferida dos brasileiros na hora de investir. Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra que o CDB é o investimento mais popular entre os brasileiros que investem, presente na carteira de 56,7% deles.

Na sequência aparecem a poupança (30,5%), o Tesouro Direto (28,4%) e os fundos de investimento (27,6%). Já ativos de maior risco ainda ocupam uma fatia menor das carteiras: 19,4% dos investidores possuem ações, 15,5% investem em criptomoedas e 12,3% têm fundos imobiliários (FIIs).

Veja onde os brasileiros investem

O levantamento mostra uma característica típica do investidor brasileiro: a preferência por aplicações de menor risco. Apesar da evolução do mercado de capitais brasileiro nos últimos anos e da maior oferta de produtos para pessoas físicas, a renda fixa continua dominando as carteiras.

Essa preferência não é a toa, já que, com a Selic em 14,25% ao ano, as aplicações como CDBs, títulos públicos e outros produtos de renda fixa continuam oferecendo bons retornos sem que o investidor precise assumir o risco da renda variável.

O histórico dos juros no Brasil também ajuda a explicar esse comportamento.

Desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999, a Selic teve média ponderada de 11,8% ao ano. Nos últimos dez anos, esse patamar caiu para 10,7% ao ano, mas ainda permaneceu na casa dos dois dígitos.

É justamente por isso que, no Brasil, o longo histórico de juros elevados fez com que a renda fixa se consolidasse como a principal porta de entrada para quem investe.

Em geral, aplicações como CDBs e títulos públicos costumam oferecer rentabilidade suficiente para atender aos objetivos de muitos investidores, sem a necessidade de assumir riscos maiores.

Em países onde as taxas de juros permanecem baixas por mais tempo, por outro lado, é mais comum que os investidores busquem no mercado acionário retornos mais altos.

Apenas um terço dos brasileiros investe

A pesquisa também mostra que investir ainda não faz parte da rotina da maioria da população, com apenas 32% dos brasileiros possuindo algum tipo de aplicação financeira.

Entre aqueles que nunca investiram, 41% dizem que não conseguem começar porque não sobra dinheiro no fim do mês. Outros 20% apontam a falta de conhecimento como principal obstáculo para dar os primeiros passos.

Apesar disso, 76% dos entrevistados gostariam de aprender mais sobre investimentos, enquanto 41% afirmam que investiriam mais se tivessem acesso a conteúdos de educação financeira acessíveis, práticos e confiáveis.

Entre os investidores, 43% afirmam que sua situação financeira melhorou após entrar no universo dos investimentos.

O levantamento também mostra que quatro em cada dez investidores (40%) já precisaram resgatar aplicações para pagar dívidas, e 52% disseram que a necessidade imediata de dinheiro foi o principal motivo para sacar os recursos antes do planejado.

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