
Petróleo tem maior queda mensal desde março de 2020 com alívio sobre guerra entre EUA e Irã
Brent despencou 21% em junho, enquanto investidores reduziram o prêmio de risco após o cessar-fogo e acompanharam a possibilidade de novas negociações entre Washington e Teerã
Os preços do petróleo encerraram junho com a maior queda mensal desde o início da pandemia de covid-19, à medida que o temor de uma interrupção prolongada na oferta global perdeu força após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
- O petróleo Brent, referência internacional, fechou o mês cotado a US$ 72,92 por barril, acumulando queda de 21%, o pior desempenho mensal desde março de 2020.
- Já o WTI, referência dos EUA, encerrou a US$ 69,50 por barril, com recuo de 20% no período, na maior baixa mensal desde o fim de 2021.
A commodity chegou a disparar durante o mês com a escalada do conflito no Oriente Médio e o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa quase 20% do petróleo consumido no mundo.
No entanto, o acordo de cessar-fogo firmado em meados de junho e a ausência de interrupções no fluxo da região fizeram os investidores desmontarem parte das apostas em uma alta dos preços.
Na avaliação do ING, a intensidade da queda no per mostra que o mercado passou a precificar o cessar-fogo como se ele fosse permanente, apesar das incertezas ainda existentes.
Para os estrategistas do banco, um acordo definitivo entre os dois países em um prazo de 60 dias seria uma hipótese otimista, e uma nova escalada das tensões continua sendo um risco para os preços do petróleo.
Apesar do tombo registrado em junho, tanto o Brent quanto o WTI ainda acumulam valorização no ano, reflexo da alta observada durante os momentos mais intensos do conflito no Oriente Médio.