Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 56,131 bilhões em maio

Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 56,131 bilhões em maio

Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 56,131 bilhões em maio

Em maio do ano passado, o resultado havia sido superávit em R$ 33,740 bilhões.

O setor público consolidado fechou maio com déficit primário de R$ 56,131 bilhões, conforme divulgou o Banco Central (BC) hoje. Em maio do ano passado, o resultado havia sido superávit em R$ 33,740 bilhões.

Os dados do setor público consolidado envolvem governo central (formado por Previdência e Tesouro, além do próprio BC), Estados, municípios e estatais. Ficam fora da conta empresas do grupo Petrobras, além de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O resultado de maio refletiu um déficit do governo central de R$ 55,169 bilhões e um déficit de R$ 1,236 bilhões dos Estados e municípios. As estatais tiveram superávit de R$ 273 milhões.

Em 12 meses até maio, por sua vez, o déficit primário alcançou R$ 149,025 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 12 meses até abril, o déficit estava em 0,97% do PIB.

Por que isso importa?

Essess dados são importantes porque ajudam o investidor a entender como estão as contas públicas, especialmente em um período em que a questão fiscal vem sendo amplamente discutida no mercado.

Para quem não se lembra, o arcabouço fiscal previa que o governo zerasse o déficit (ou seja, igualasse seus ganhos com seus gastos). O cumprimento dessa meta seria um sinal a investidores de que as contas públicas estão saudáveis, o que diminuiria a percepção de risco e, assim, os prêmios exigidos para se investir no Brasil.

Trocando em miúdos: contas públicas em dia atraem mais investidores, que podem alocar seu dinheiro no Brasil sem medo de "calote". E se mais investidores entram, especialmente estrangeiros, a tendência é que a bolsa suba e o dólar caia.

Dívida bruta

A dívida bruta dos governos no Brasil somou R$ 10,622 trilhões em maio, o equivalente a 81,1% do PIB. Em abril, o indicador estava em 80,2% do PIB (R$ 10,443 trilhões).

De acordo com o Banco Central, a variação mensal pode ser explicada pelo impacto altista de 0,88 pontos percentuais dos juros nominais sobre a dívida (R$ 115,513 bilhões); do impacto altista de 0,44 pontos percentuais das emissões líquidas de dívida (R$ 57,440 bilhões); do impacto altista de 0,05 pontos percentuais do ajuste cambial (R$ 6,795 bilhões); do impacto baixista de 0,49 pontos percentuais do efeito do crescimento nominal do PIB.

Dívida líquida

A dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 67,9% do PIB em maio (R$ 8,898 trilhões). Em abril, estava em 67,2% do PIB (R$ 8,752 trilhões).

De acordo com o Banco Central, a variação mensal pode ser explicada pelo impacto altista de 0,82 pontos percentuais dos juros nominais (R$ 107,547 bilhões); do impacto altista de 0,43 pontos percentuais do resultado primário (R$ 56,131 bilhões); do impacto baixista de 0,41 pontos percentuais do efeito do crescimento nominal do PIB; do impacto baixista de 0,14 pontos percentuais do ajuste cambial (R$ 17,856 bilhões).

Contém informações do Valor PRO; serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

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