
Trump diz que EUA e Irã estão se entendendo bem; entenda o impacto no mercado
Segundo o presidente dos Estados Unidos, as recentes reuniões realizadas com o Irã no Catar aconteceram de forma positiva
Atualizado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o país está se entendendo muito bem com o Irã e que as recentes reuniões realizadas com o Irã no Catar aconteceram de forma positiva. "A desnuclearização do Irã está avançando bem", disse a jornalistas. "Eles tiveram reuniões muito boas, e vamos ver", acrescentou.
Os EUA e o Irã realizaram nesta quarta-feira negociações na capital do Catar, Doha, na tentativa de chegar a um acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e consolidar um cessar-fogo duradouro, disseram uma fonte com conhecimento das conversas e uma autoridade iraniana.
O genro de Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff reuniram-se com o primeiro-ministro do Catar, um dos mediadores das negociações, ao lado do Paquistão, para preparar o terreno para as conversas, mas não participariam diretamente das discussões, afirmou a fonte.
Como os ataques impactam o mercado?
Centenas de navios de petróleo estavam bloqueados no Golfo Pérsico desde o início da guerra. Com a sua saída pelo Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas, os preços do petróleo caíram para níveis próximos aos anteriores à guerra, devido ao consequente aumento da oferta. Porém, a resolução completa da crise energética global exigiria a manutenção do tráfego pelo estreito nos níveis pré-guerra.
O mercado mantém otimismo persistente em relação à negociação, após notícias sucessivas de que as conversas estão avançando, e com a reabertura do Estreito de Ormuz na última semana. A reabertura deu forte alívio aos preços de petróleo, que retomaram o patamar de US$ 72 o barril do tipo Brent.
Apesar disso, as expectativas de juros andam apresentando forte volatilidade, vista desde o início da guerra. Os bancos centrais de todo mundo foram obrigados a revisar as projeções para os juros, pela pressão inflacionária que a alta do preço do petróleo causou sobre os custos de energia e logística.
No mercado de ações, a guerra inverteu o fluxo até então para fora dos Estados Unidos, em busca de ativos em economias emergentes. Investidores voltaram a pesar o risco geopolítico e uma temporada de balanços positiva de empresas de tecnologia americana impulsionou uma retomada do assim chamado "expecionalismo americano", tese na qual as ações americanas representam as melhores oportunidades globais.
Nesse cenário, já visto em outros momentos da economia global, os EUA conciliam risco menor que demais economias com rendimentos elevados, e há uma concentração da liquidez ainda maior nos mercados de Nova York. Foi o que ocorreu nos últimos meses, com recordes nas bolsas americanas e perdas na bolsa local.Na balança, a guerra, mesmo que tenha contribuído para uma forte alta nas ações da Petrobras e demais petroleiras, pesou negativamente para as ações brasileiras.