Brasil buscará solução negociada caso EUA apliquem tarifa de 25%, diz Márcio Rosa

Brasil buscará solução negociada caso EUA apliquem tarifa de 25%, diz Márcio Rosa

Brasil buscará solução negociada caso EUA apliquem tarifa de 25%, diz Márcio Rosa

Governo mantém estratégia de demonstrar que taxação prejudica economia americana

Por Giordanna Neves e Fernando Exman, Valor — Brasília

Atualizado

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou ao Valor que, caso os Estados Unidos implementem depois do dia 15 a tarifa de 25% contra o Brasil no âmbito da Seção 301, o governo brasileiro buscará a redução da alíquota, sua suspensão e a exclusão de setores sensíveis, como ocorreu no primeiro tarifaço, no ano passado. Enquanto isso, no entanto, o governo brasileiro segue negociando e nesta quarta-feira (1) apresentou formalmente seu memorial ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (ver página A10). A estratégia é demonstrar os prejuízos que a economia americana tem com o tarifaço.

Segundo o ministro, a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e que autoriza o Brasil a adotar contramedidas após ações unilaterais de outros países, permanece como um ativo “que está guardado”. Mas emendou: “Você não pode nem pensar nisso antes de 15 de julho, porque não haveria cabimento da aplicação”.

Além disso, acrescentou, o governo federal também poderá ampliar o programa Brasil Soberano para atender os setores eventualmente atingidos pela nova medida americana, se houver necessidade. “Pescados, rochas ornamentais, madeira, têxtil, calçados. Esses são bastante sensíveis”, afirmou.

A Seção 301 é um mecanismo da legislação comercial americana usado para investigar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA. Ao mesmo tempo que buscar evitar a politização das conversas, o Brasil tem rebatido do ponto de vista técnico questionamentos sobre o Pix, corrupção e pirataria, por exemplo. O ministro evitou dar detalhes da proposta apresentada pelo Brasil aos Estados Unidos, argumentando que isso poderia gerar ruído, mas contou que espera conversar novamente com sua contraparte americana nos próximos dias.

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