
Decisão americana pode levar bancos a apertar restrições
Setor já tem políticas rigorosas de controle, mas riscos aumentam após EUA classificarem criminosos do Brasil na lista de organizações terroristas
Por Marcos de Moura e Souza, Valor — São Paulo
Atualizado
Bancos e outras empresas financeiras que operam no Brasil poderão começar a adotar, por conta própria, políticas mais restritivas na sua relação com clientes.
A avaliação de participantes do setor ouvidos pelo Valor é que esse pode ser o caminho adotado por algumas instituições como resposta à decisão do governo dos EUA de classificar as duas maiores facções criminosas do Brasil, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas.
Bancos no Brasil já adotam políticas rigorosas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo (PLD FT). Mas reconhecem que não têm capacidade para rastrear em profundidade 100% de seu clientes.
A decisão americana sobre os grupos criminosos entrou em vigor em 5 de junho. Antes disso, as implicações para os bancos que, inadvertidamente, tinham clientes com alguma ligação com essas organizações alimentavam menos preocupação.