Dow Jones bate novo recorde após dado de emprego fraco; Nasdaq cai com tombo de chips

Dow Jones bate novo recorde após dado de emprego fraco; Nasdaq cai com tombo de chips

Dow Jones bate novo recorde após dado de emprego fraco; Nasdaq cai com tombo de chips

Criação de vagas em junho ficou bem abaixo do esperado, reduzindo a pressão por novos aumentos de juros pelo Fed; ações de semicondutores pesaram sobre o Nasdaq

O Dow Jones fechou em novo recorde nesta quinta-feira (2), impulsionado por um relatório de emprego dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado, que reforçou a avaliação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode adiar uma nova alta dos juros.

- O principal índice da bolsa de Nova York subiu 1,14%, aos 52.900,07 pontos, maior nível de fechamento da história. Já o S&P 500 terminou praticamente estável, aos 7.483,24 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,8%, aos 25.832,67 pontos, pressionado por fortes perdas das empresas de semicondutores.

O movimento marcou uma rotação entre setores da bolsa americana. Enquanto investidores aproveitaram para realizar lucros em empresas ligadas à inteligência artificial, ações de segmentos mais tradicionais deram sustentação ao Dow Jones.

O ETF VanEck Semiconductor (SMH) caiu 4,5%, refletindo as fortes quedas de Teradyne (-13,6%), KLA (-11,5%), Micron (-5,5%) e Nvidia (-1,4%).

Apesar da queda das empresas de chips, os principais índices encerraram a semana reduzida pelo feriado da Independência dos Estados Unidos em alta. O Dow Jones avançou quase 2%, o S&P 500 ganhou 1,8% e o Nasdaq acumulou valorização de 2,1%.

Emprego mais fraco reduz pressão sobre o Fed

O relatório de emprego mostrou que a economia americana criou 57 mil vagas em junho, abaixo da expectativa de 115 mil dos analistas. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%.

A combinação dos dados fez os rendimentos dos títulos do Tesouro americano recuarem, já que o mercado passou a enxergar menor necessidade de o Fed voltar a elevar os juros nos próximos encontros.

A leitura do mercado, porém, continua cautelosa.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, já afirmou que costuma dar mais peso às revisões dos dados de emprego do que ao resultado inicial, o que mantém a incerteza sobre os próximos passos da política monetária americana.

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