
'Payroll' fraco esvazia apostas em alta de juros nos EUA no curto prazo; veja as projeções
Dados do CME Group mostram que o relatório de emprego enfraqueceu a pressão por aperto monetário em julho e setembro, mas investidores seguem divididos sobre uma possível alta em outubro
A forte desaceleração na criação de vagas de emprego nos Estados Unidos em junho mudou o sentimento do mercado em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Com a abertura de apenas 57 mil postos de trabalho, muito abaixo das estimativas de 113 mil vagas, as pressões por novos aumentos de juros na reunião de julho foram praticamente sepultadas, de acordo com dados de probabilidade monitorados pelo CME Group.
Para a decisão do dia 29 deste mês, a manutenção da taxa de juro no atual intervalo de 3,50% a 3,75% consolidou-se ao saltar para 82,4%, vinda de 71,1% ontem e 67,9% há uma semana.
Já a aposta em uma alta despencou para apenas 17,6%, contra os 28,9% registrados no dia anterior e 32,1% de uma semana atrás.
Para o encontro de 16 de setembro, a chance de o Fed manter a taxa inalterada avançou para 44,6%, superando os 35,8% de ontem e os 36,8% da semana anterior.
A probabilidade de uma alta de 0,25 ponto recuou levemente para 47,3%, enquanto a aposta em um aperto mais agressivo, de 0,50 ponto, desabou para 8,1%, vindo de 14,3% ontem e 14,7% há sete dias.
Para a reunião de 28 de outubro, os números do CME Group mostram que o mercado ainda está dividido e não descarta um aperto monetário.
A expectativa de estabilidade na taxa atual subiu para 34,7%, comparada a 27,1% no dia anterior, mas a maior probabilidade ainda é de uma alta de 0,25 ponto, que ficou praticamente estável em 46,7%.
Enquanto isso, o risco de os juros acumularem altas maiores acima de 4% recuou para 18,6%.