IPCA de junho e ata do Fed são destaque na semana

IPCA de junho e ata do Fed são destaque na semana

IPCA de junho e ata do Fed são destaque na semana

Enquanto aguardam os dados de inflação de junho no Brasil, que vão ser divulgados na sexta-feira (10), investidores monitoram a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que sai na quarta-feira (8)

Por Valor Investe e Valor — São Paulo

Atualizado

A semana trará dados relevantes sobre o futuro dos juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA) e podem influenciar a dinâmica dos ativos de risco. Os investidores aguardam a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que sai na quarta-feira (8), enquanto aguardam os dados de inflação de junho no Brasil, que vão ser divulgados na sexta (10).

Com o documento do Fed, o mercado financeiro deve monitorar melhor os detalhes sobre as discussões sobre os movimentos futuros na taxa de juros. O mercado até chegou a reduzir um pouco o peso nos preços dos ativos de altas de juros na curva americana. No entanto, ainda há possibilidade relevante de juros mais altos nos Estados Unidos.

E juros elevados por mais tempo por lá favorecem os títulos do Tesouro americano (treasuries) e o dólar e reduzem o apetite por ativos de maior risco, como ações e mercados emergentes. Para o Brasil, um cenário de juros altos nos Estados Unidos também pode dificultar um ciclo de queda da Selic nos próximos meses.

Além da ata do Fed, o índice de atividade do setor de serviços de junho medido pelo ISM será conhecido na segunda-feira, 6, e os leilões de Treasuries, especialmente as vendas de títulos de dez anos (quarta-feira, 8) e de 30 anos (quinta-feira, 9) devem ficar no radar dos agentes.

IPCA de junho, Boletim Focus e a Selic

No Brasil, o principal destaque é o IPCA de junho, que será conhecido no fim da semana, na sexta-feira (10). É grande a expectativa pelo indicador, principalmente depois que o IPCA-15 mostrou uma composição ligeiramente melhor do que os agentes esperavam.

Bom lembrar que em períodos de inflação alta ou acelerando rapidamente, o instrumento utilizado pelo Banco Central para conter esse movimento é a Selic, a taxa básica juros no Brasil. Assim, o BC eleva os juros para encarecer o crédito para empresas e consumidores e, com isso, reduzir o consumo e desacelerar a alta dos preços.

O mesmo vale para o cenário contrário: quando a alta dos preços está controlada, o Banco Central pode abaixar os juros (ou seja, “baratear o dinheiro”) para estimular empresas e pessoas a voltarem a consumir sem comprometer tanto o orçamento. Dessa forma, a economia tende a ganhar força novamente.

E nesta segunda (6), o Banco Central (BC) compartilha as estimativas dos agentes financeiros para os principais indicadores econômicos - inflação e Selic - no boletim Focus.

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