Aumento da produção de petróleo pela Opep+ anima investidores nesta segunda

Aumento da produção de petróleo pela Opep+ anima investidores nesta segunda

Aumento da produção de petróleo pela Opep+ anima investidores nesta segunda

Cesta básica: O que o investidor precisa saber para começar o dia informado

O preço do petróleo recua nesta segunda-feira (6), após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) conformar uma nova alta da produção e reforçar a percepção de que a oferta está normalizando após a abertura do Estreito de Ormuz. Próximo das 7h (horário de Brasília), o petróleo Brent com entrega para setembro caía 0,80%, para US$ 71,54 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O tráfego marítimo pelo estreito começou a aumentar após os Estados Unidos e o Irã assinarem um acordo provisório em meados de junho para interromper o conflito e reabrir o estreito. Através dele, é transportado um quinto do petróleo mundial.

A produção de petróleo começou em junho a se recuperar, após os esforços dos EUA para ajudar os Emirados Árabes Unidos e outros países da Opep+ a exportar mais petróleo, mas ainda está abaixo dos níveis pré-guerra.

Apesar do abastecimento interrompido, os preços do petróleo voltaram aos níveis pré-guerra, pressionados pelo recuo nas importações chinesas, pelo aumento das exportações de produtores fora do Oriente Médio e por uma liberação recorde de estoques coordenada pela Agência Internacional de Energia.

Enquanto investidores acompanham o acordo entre os Estados Unidos e o Irã ser implementado, a atenção dos investidores se volta hoje para uma audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em Washington, sobre a proposta dos Estados Unidos de impor tarifas ao Brasil. A proposta é resultado preliminar da investigação contra o Brasil.

Flávio Bolsonaro encaminhou na quinta-feira (2) uma carta ao escritório sobre a proposta de Washington de impor ao Brasil tarifas de 25% sobre os seus produtos. Na mensagem, o senador propõe que a decisão sobre aplicar a sobretaxa seja adiada para depois das eleições no Brasil. A sugestão foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, que falou em “traidores da pátria” ao comentar o assunto.

Na agenda desta semana, está a divulgação de dados que ajudam a calibrar as expectativas para futuro dos juros no Brasil e nos Estados Unidos e podem influenciar a dinâmica dos ativos de mais risco. Os investidores aguardam a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que sai na quarta-feira (8), e os dados de inflação de junho no Brasil, que serão divulgados na sexta (10).

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