Ibovespa fecha em queda com recuo de bancos e Petrobras (PETR4); dólar também recua

Ibovespa fecha em queda com recuo de bancos e Petrobras (PETR4); dólar também recua

Ibovespa fecha em queda com recuo de bancos e Petrobras (PETR4); dólar também recua

Rali de ações de tecnologia no mercado americano continua nesta segunda-feira e retira investidores da bolsa local; lá fora, Dow Jones registra nova pontuação recorde

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, encerrou o pregão esta segunda-feira (6) em queda, assim como a cotação do dólar ante o real. Em Nova York, o índice Nasdaq registrou alta significativa, com retomada da demanda dos investidores por ações de tecnologia. Como a bolsa brasileira é fraca nas 'techs', pregões marcados pela corrida por esses papéis significam saída de investidores por aqui.

Entre as ações mais negociadas, pesaram negativamente sobre o índice Petrobras e Vale, que caíram mais de 1%, e o setor financeiro, com desvalorização generalizada. Assim como esses papéis, chamados blue chips, são a porta de entrada do investidor estrangeiro, também são a primeira porta de saída.

- O Ibovespa caiu 0,93%, a 172.448 pontos.

- O dólar recuou 0,7%, cotado a R$ 5,13.

- Em Nova York, destaque para o Dow Jones, que rompeu o patamar do 53.000 pontos pela primeira vez, e o Nasdaq, que avançou mais de 1%.

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, pontua que a recuperação do real foi embalada pela valorização de commodities, como soja e minério de ferro, e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial.

Indicadores macroeconômicos e declarações de membros do banco central americano favoreceram a busca dos investidores pelas bolsas dos EUA. Entre os principais indicadores do dia, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês), que mede o sentimento no setor industrial e de serviços nos Estados Unidos recuou, mas se manteve no patamar acima de 50. Isso significa que a atividade econômica continua aquecida, mas uma moderação dessa expansão diminui a probabilidade de duas altas de juros ainda este ano.

Nesse sentido, comentários do diretor do Federal Reserve (Fed, o BC americano) Christopher Walker não deram nenhum sinal sobre o futuro dos juros. Muito pelo contrário. O diretor fez uma ponderação sobre o uso do “forward guidance” (quando o banco central dá uma sinalização de quais devem ser seus próximos passos na condução da política monetária) e disse que, dependendo das circunstâncias, a melhor decisão pode ser “simplesmente não utilizá-lo”.

O cenário de juros mudou rapidamente desde que Kevin Warsh assumiu a presidência da autoridade monetária, em razão da pressão inflacionária, e o mercado tornou-se mais sensível a dados de preços e atividade econômica, que podem alterar expectativas e redirecionar fluxos entre os ativos. A maioria dos agentes prevê uma alta do juro americano, em setembro, para 4% ao ano, de acordo com probabilidades do CME FedWatch.

Comportamento das ações

Na contramão da maioria das ações, a Auren Energia (AURE3) avançou 1,92%. A empresa anunciou, recentemente, o avanço de seu processo de reorganização, com incorporação da Auren Operações pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), ambas controladas pela Auren.

A Totvs (TOTS3), única empresa puramente de tecnologia no Ibovespa, caiu quase 5%, liderando as quedas entre os papéis de compõem o Ibovespa. Revisão de preço-alvo para baixo por parte do Citi e do Itaú BBA, com desaceleração nas adições de receita líquida. O Citi afirmou que há preocupações com o valor terminal do modelo de SaaS (software as a service, software por assinatura).

Ações da Ambev (ABEV3) também tiveram queda significativa, com recuo de 2,5%. A eliminação do Brasil da Copa do Mundo de Futebol neste domingo amargou as expectativas do setor de atingir recordes de vendas. Como mostrou reportagem do Valor, as venda de bebidas cresceram - e muito - quando o Brasil entrou em campo nesta copa.

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