Tesouro Direto: taxas caem com intervenção do governo no radar

Tesouro Direto: taxas caem com intervenção do governo no radar

Tesouro Direto: taxas caem com intervenção do governo no radar

Secretário-executivo da Fazenda afirmou, na última sexta-feira, que o Tesouro está preparado para realizar uma recompra forte de títulos

As taxas dos títulos públios voltam a cair nesta segunda-feira (6), após registrarem queda na reta final da última semana. O secretário-executivo da Fazenda Rogério Ceron disse entrevista à Folha de São Paulo que vê com preocupação as taxas reais (descontada a inflação) dos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+, que avançaram acima dos 8% ao longo de junho, e lá continuam.

"Se precisar recomprar forte, não há problema nenhum. O Tesouro está preparado", afirmou Ceron. Uma recompra dos títulos pressiona os preços para baixo em um momento de menor demanda do mercado. No último mês, os leilões periódicos para emissão da dívida pública não acharam compradores para todos os lotes, mesmo com taxas recordes. Em junho, elas superaram o nível da crise institucional do governo Dilma. Sem compradores, as taxas sobem, e diminui o valor dos papéis já em posse dos investidores.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,24%, ante 14,26% na última sessão.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,47%, ante 14,49 na última sessão.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA+8,27%, ante IPCA+ 8,33% na última sessão.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,63%, ante IPCA + 7,74% na última sessão.

Além disso, pesou a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de queda de 0,2% na produção industrial em maio. O resultado ficou bem abaixo da mediana de expectativas, de 0,3%, de acordo com o Valor Data. As projeções variavam de 0,2% a alta de 2,1%. O dado reforçou a leitura de que a atividade econômica começa a perder fôlego, o que tende a abrir espaço para uma postura menos dura do Banco Central mais à frente.

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