
Ataque a navio testa limite de acordo entre EUA e Irã e afeta mercado de petróleo
Tensões no Estreito de Ormuz reacendem dúvidas sobre acordo provisório entre Washington e Teerã, um dia após Trump ameaçar ação militar
Os preços do petróleo sobem firme nesta terça-feira (7), impulsionados por uma nova escalada das tensões no Oriente Médio após ataques contra navios-tanque próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global da commodity.
- Por volta de 12h30 (horário de Brasília) petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,4%, negociado a US$ 73,75 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,3%, para US$ 70,13 o barril.
O Catar afirmou que um de seus navios de gás natural liquefeito (GNL), o Al-Rekayyat, foi atacado pelo Irã enquanto navegava próximo ao Estreito de Ormuz.
A passagem marítima é considerada estratégica porque concentra 20% do fluxo mundial de petróleo. Qualquer ameaça à segurança da região costuma provocar preocupação entre investidores sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
Em publicação nas redes sociais, Majed al Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, cobrou que o Irã interrompa ações que possam ameaçar a navegação internacional e afirmou que Teerã será responsabilizada por eventuais danos causados pelo episódio.
A confirmação veio após o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informar que um navio havia sido atingido por um projétil desconhecido próximo à costa de Omã. A entidade também relatou um segundo incidente envolvendo outra embarcação que passava pela região.
Os novos episódios aumentaram as dúvidas sobre a estabilidade do acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã, enquanto os países tentam negociar um encerramento definitivo do conflito.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã chegariam a um acordo ou os EUA iriam “terminar o trabalho”, em uma nova ameaça de ação militar contra o regime iraniano.