
Bolsa passa a cair após novos ataques no Estreito de Ormuz, com alta de Petrobras (PETR4); dólar sobe
Petróleo volta a avançar e impacta dólar e juros após dois navios-tanque serem atingidos na principal rota da commodity no mundo. O Irã é acusado de estar por trás dos ataques
O Ibovespa abriu em alta nesta terça-feira (7), na qual investidores aumentam a cautela externa de olho nos acontecimentos no Oriente Médio. O petróleo volta a subir e pressiona os juros futuros após ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz, o que impulsiona as ações da Petrobras (PETR4). A violação do cessar-fogo ameaça o frágil acordo em negociação entre o Irã e os Estados Unidos. Trump renovou as ameaças de retomar bombardeios na região.
Duas embarcações foram atingidas no Estreito de Ormuz nesta terça, segundo a agência Reuters. O navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, Al Rekayyat, relatou ter sido atingido durante a noite e corria risco de explosão após um incêndio ter deflagrado na casa de máquinas, disseram fontes à Reuters. A tripulação está a salvo e sendo evacuada.
Um petroleiro de bandeira saudita, que se acredita ser o superpetroleiro Wedyan, também sofreu danos na costa de Omã, segundo fontes de segurança marítima. A causa ainda não foi esclarecida.
Trump ameaçou repetidamente retomar os bombardeios, mais recentemente ontem, quando disse a jornalistas no Salão Oval: "Ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o trabalho... Podemos derrubar suas pontes em uma hora, podemos cortar seu fornecimento de energia."
- O Ibovespa abriu em alta, mas trocou de direção e passava a cair 0,42%, a 171.717 pontos, às 12h33.
- O dólar avançava 0,29%, a R$ 5,147.
- O barril de petróleo tipo Brent avançava 2,64%, a US$ 73,89.
- Em Nova York, o Dow Jones perdia 0,41%, enquanto o S&P caía 0,65% e a Nasdaq recuava 1,36%.
- O ouro apagou os ganhos do início do dia e também caía 0,26%, a US$ 4.155,90 por onça troy.
As maiores empresas que compõem o índice Ibovespa, chamadas de "blue chips", começaram o dia em alta, mas não sustentaram o ritmo e apagaram ganhos, em especial entre bancos e companhias de utilidades públicas. A Vale (VALE3), que começou em queda, acelerou as perdas e recuava forte.
As maiores quedas são observadas nas empresas de consumo cíclico - as mais sensíveis a uma alta de juros -, como nas ações ordinárias da Localiza (RENT3) e a construtora MRV (MRVE3). Ações da MBRF (MBRF3) também caíam firme.
Do outro lado, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) disparavam no dia, em resposta à alta do petróleo, assim como as ações ordinárias da estatal (PETR3) e os papéis da Prio (PRIO3).