ETFs com exposição à semicondutores e terras raras chegam à bolsa

ETFs com exposição à semicondutores e terras raras chegam à bolsa

ETFs com exposição à semicondutores e terras raras chegam à bolsa

O CHPX39 e o EART39 são os produtos novos da gestora Global X

Dois BDRs de ETFs novos, recibos negociados na bolsa brasileira que representam fundos de investimentos negociados em bolsa estrangeira, chegam à B3 no dia 17 de julho. O CHPX39 dá acesso a companhias desenvolvedoras de semicondutores e tecnologia que sustenta a inteligência artificial e a computação quântica. Já o EART39 permite investir em empresas exploradoras de minerais como níquel, lítio, cobre e cobalto, conhecidos como terras raras e importantes para a fabricação de novas tecnologias e a transição energética. Ambos são da gestora Global X.

O CHPX39 começará a ser negociado em um ambiente em que o avanço da inteligência artificial generativa tem provocado uma corrida global por semicondutores de alta performance, tecnologias de computação quântica e infraestrutura computacional capazes de ampliar a capacidade de processamento dos sistemas atuais.

O BDR de ETF novo acompanha o indicador de mercado nomeado de "Global X AI Semiconductor & Quantum Index". A carteira é composta por empresas que fabricam semicondutores para inteligência artificial, computação quântica, sistemas computacionais avançados e infraestrutura para data centers. Entre as companhias com as maiores posições, estão Broadcom, Micron Technology, Nvidia e TSMC. A taxa do produto para o investidor é de 0,50% ao ano.

Já o EART39 estreia em um momento em que os sistemas de armazenamento de energia, os data centers, as redes e os veículos elétricos impulsionam a procura pelas terras raras. As companhias da carteira atuam na exploração, mineração, produção e refino de materiais considerados essenciais para tecnologias emergentes.

O BDR de ETF novo acompanha o indicador de mercado nomeado de "Solactive Rare Earth and Critical Materials Index". Entre as empresas com as maiores posições, estão Anglo American, Antofagasta Minerals, Freeport-McMoRan e Grupo México. A taxa do produto para o investidor é de 0,59% ao ano.

Conforme a casa, os dois BDRs de ETFs são para investidores que buscam exposição para o longo prazo, com diversificação geográfica e acesso eficiente a segmentos bastante especializados do mercado mundial. Os produtos têm riscos como os investimentos de renda variável em geral, mas a gestora alerta que os investimentos de setores específicos costumam apresentar maior volatilidade em relação ao mercado mais amplo.

A Global X foi criada nos Estados Unidos em 2008 e iniciou suas operações no Brasil em 2022. A casa conta com US$125 bilhões em investimentos sob gestão no mundo todo e é focada em ETFs de acesso internacional, de renda e temáticos.

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