Gestora que lucrou com queda de ações vê mercado atual difícil para estratégia

Gestora que lucrou com queda de ações vê mercado atual difícil para estratégia

Gustavo Salomão, CIO da Norte Asset, é direto: o jogo mudou. Com os preços atuais, encontrar oportunidades claras para apostar na queda virou um desafio raro.

No passado, essa estratégia rendeu lucros expressivos para a gestora. A queda de gigantes como Magazine Luiza ( MGLU3 ), Renner ( LREN3 ) e Natura (NTCO3) impulsionou os resultados da casa.

O maior destaque, entretanto, veio de uma posição certeira contra a Stone. Mas, com o mercado em novos patamares, a tática precisou evoluir.

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A ordem agora é buscar “valor relativo”. A Norte prefere vender uma ação cara para comprar outra similar, porém mais barata, no mesmo setor.

A avaliação foi feita no podcast Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.

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No varejo, a gestora foca em C&A ( CEAB3 ) e Centauro ( SBFG3 ), negociadas a múltiplos baixos. Elas levam vantagem sobre nomes tradicionais como Renner e Riachuelo ( RIAA3 ).

Até o Banco do Brasil ( BBAS3 ) entrou no radar de cautela. Apesar de dúvidas operacionais, Salomão evitou o “short” pelo preço baixo e o risco político.

Para o gestor, a maior mudança atual é psicológica. “O pessoal hoje aguenta menos dor”, afirma, sobre a baixa tolerância dos investidores a perdas.

A combinação de investidores impacientes e algoritmos acelera as quedas. Isso obriga a gestora a ter posições menores e muito mais proteção.

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A segurança agora é buscada em empresas que geram caixa e pagam dividendos. Salomão prioriza negócios com proventos altos e recompras de ações.

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