Mercado busca pista sobre futuro dos juros em ata do Fed e dados de inflação

Mercado busca pista sobre futuro dos juros em ata do Fed e dados de inflação

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Em um dia de agenda mais fraca, os investidores hoje aguardam os dados que devem ser divulgados em breve. As expectativas para a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco dos Estados Unidos), que será divulgada amanhã (8), são elevadas, já que o documento pode trazer pista sobre o futuro dos juros por lá. Por aqui, o IPCA de junho será divulgado na sexta-feira (10) e também pode reforçar a tese de um novo corte da Selic em agosto.

A guerra e os juros

Com a negociação entre os Estados Unidos e Irã avançando, a oferta do petróleo vai se normalizando, bem como o preço da commodity, que agora voltou à faixa dos US$ 70. O efeito da guerra, no entanto, ainda está em aberto. Não se sabe o tamanho do impacto de um petróleo mais elevado durante meses na economia global e o quanto isso pode trazer de pressões inflacionárias em um prazo maior. Por isso, toda e qualquer divulgação que traga informações dessa natureza são monitoradas de perto pelo mercado. E é nisso que os investidores estão de olho nesta semana.

Amanhã (8), será divulgada a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). Na ocasião, o banco central norte-americano optou por manter os juros em 3,75% ao ano, mas com uma sinalização de que uma alta poderia acontecer. A razão? A busca por atingir a meta de inflação (que lá é de 2% ao ano) em meio às incertezas elevadas trazidas pelo conflito no Oriente Médio.

Por aqui, o mercado fica de olho no IPCA de junho, que será divulgado na sexta-feira (10). Com o fim da guerra, o IPCA-15 mostrou uma desaceleração e subiu 0,41% em junho, abaixo das expectativas. Caso a inflação oficial também dê sinais de arrefecimento, as apostas em uma Selic menor já na reunião de agosto podem ganhar força.

Atualmente, o Termômetro do Copom (ferramenta do Valor Investe que mostra as apostas para os juros com base em contratos negociados na bolsa) mostra que 75% dos investidores esperam uma queda de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, enquanto 21% preveem uma manutenção.

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