
Novas aplicações e saques da previdência privada seguem em queda e caem quase 30% em 2026
Captação recuou 10,5% até maio, enquanto retiradas caíram 7,7%; patrimônio dos planos cresce e se aproxima dos R$ 2 trilhões
Os brasileiros reduziram tanto os aportes quanto os saques da previdência privada aberta nos primeiros cinco meses de 2026. Tanto as novas contribuições encolheram em relação ao ano passado, como as retiradas também perderam ritmo, refletindo um mercado com menor movimentação.
Dados divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostram, no entanto, que os aportes caíram mais do que os saques: a captação líquida — diferença entre as contribuições e os resgates — ficou em quase R$ 7 bilhões, resultado 29% inferior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025.
A captação bruta somou R$ 66 bilhões entre janeiro e maio, queda de 10,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram R$ 7,7 bilhões a menos em novos aportes.
Os resgates também diminuíram, embora em ritmo mais moderado. No acumulado do ano até maio, as retiradas somaram R$ 59 bilhões, recuo de 8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Apesar da desaceleração das movimentações, o patrimônio dos planos de previdência privada aberta continuou crescendo. Os ativos administrados chegaram a R$ 1,9 trilhão em maio, alta de 12,9% em um ano. O montante equivale a cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O VGBL segue como a modalidade preferida dos investidores. Entre janeiro e maio, recebeu R$ 59,5 bilhões em contribuições, o equivalente a 90% de toda a captação do setor. Já o PGBL concentrou R$ 5,3 bilhões (8%), enquanto os planos tradicionais responderam por cerca de 1,7% dos aportes.
O VGBL também lidera em quantidade de contratos, com 8,6 milhões de planos, o que representa 63% do total. O PGBL reúne 3,2 milhões de contratos (23,1%), enquanto os planos tradicionais correspondem aos 13,9% restantes.
Ao todo, o país contabiliza 13,6 milhões de planos de previdência privada aberta, pertencentes a 11,2 milhões de pessoas. Desse total, aproximadamente 80% possuem planos individuais.