Natura (NATU3) dispara e motivo pode não são ser dos melhores

Natura (NATU3) dispara e motivo pode não são ser dos melhores

Natura (NATU3) dispara e motivo pode não são ser dos melhores

Reportagem aponta que supervalorização do papel hoje pode ter sido provocada por movimento coordenado; prévia operacional da companhia apresentou números negativos e analistas vêm pressão sobre as margens da companhia

Os papeis da Natura (NATU3) dispararam no pregão desta quarta-feira (8) na bolsa brasileira, a B3, e deixaram os investidores questionando os motivos, já que a prévia operacional da companhia, divulgada logo cedo, apresentou números negativos e as análises dos especialistas não são das mais favoráveis.

A empresa reportou que deve registrar queda de até 10% no lucro operacional referente ao segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior. Por outro lado, indicou que haverá uma expansão na margem Ebitda, que foi de apenas 7,2% no primeiro trimestre, sustentada por menores custos com rescisões trabalhistas e por ganhos de eficiência do novo modelo operacional.

Analistas do Citi estimam que esse indicador suba para 12,7%. No entanto, mantêm a cautela e alertam que a retração nas vendas e a consequente desalavancagem operacional podem fazer com que a margem venha abaixo dessa estimativa.

Como explicar então uma disparada de mais de 7% na cotação das ações nesta tarde?

Reportagem do Valor (leia na íntegra aqui) apurou que um acionista relevante estaria repactuando contrato de aluguel da ação — e a performance positiva da ação no fim de junho também pode ser explicada por esse mesmo cenário.

Esse movimento se enquadra no fenômeno conhecido como “short squeeze”, quando uma alta repentina no preço de um papel na bolsa leva investidores na posição vendida (que apostam na queda) a recomprar os papéis para “fechar” as suas posições, o que acaba gerando uma pressão extra de compra e amplia a valorização do ativo, levando a uma alta maior da ação.

Ao final do pregão, a ação da Natura ganhou 5,6%, cotada a R$ 8,45.

Com informações do Valor PRO, serviço de notícia em tempo real do Valor Econômico.

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