Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior em 8 anos

Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior em 8 anos

Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior em 8 anos

Brasil reverte saldo bastante negativo de 2025 no fluxo com melhora financeira e comercial

Por Gabriel Caldeira, Valor — São Paulo

Atualizado

Um ano após o fluxo cambial registrar a maior saída de dólares para um primeiro semestre em toda a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1982, o cenário se reverteu. O país anotou, em 2026, os melhores primeiros seis meses de um ano desde 2018. De acordo com dados publicados, houve entrada líquida de US$ 17,78 bilhões no país até junho, resultado que, na última década, só não supera os US$ 22,5 bilhões registrados oito anos atrás.

A melhora do fluxo cambial coincidiu com um período de apreciação do real, com o dólar caindo do nível de R$ 5,4887 no fim de 2025 para R$ 5,1485 na cotação do fechamento desta quarta. Embora a taxa de câmbio local seja majoritariamente definida pelo mercado de derivativos e sofra pouca influência direta da entrada ou saída de dólares “spot” (à vista), há a leitura de que um fluxo cambial positivo tende a dar mais sustentação à moeda, já que a dinâmica dos derivativos é mais volátil.

De acordo com os dados do BC, houve a saída líquida de US$ 16,12 bilhões pelo fluxo financeiro no primeiro semestre, mais do que compensada pela entrada de US$ 33,90 bilhões na conta comercial. Além disso, as duas métricas exibiram melhora relevante na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando a conta financeira sofreu saída de US$ 39,71 bilhões e a comercial registrou entrada de US$ 25,37 bilhões.

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