MPRJ faz ação para combater suposto esquema que teria desviado mais de R$ 80 milhões em recursos públicos

MPRJ faz ação para combater suposto esquema que teria desviado mais de R$ 80 milhões em recursos públicos

MPRJ faz ação para combater suposto esquema que teria desviado mais de R$ 80 milhões em recursos públicos

Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão na ação que apura suposto esquema criminoso na autarquia estadual vinculada ao Governo do Rio

Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio

Atualizado

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou, em comunicado, ter deflagrado hoje operação para apurar suposto esquema de desvio de recursos do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual vinculada ao Governo do Rio. A suspeita é que teriam sido movimentados mais de R$ 80 milhões, ilegalmente, no suposto esquema criminoso.

Em nota, o MPRJ detalhou que a ação foi deflagrada no âmbito do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ). Houve denúncia de 11 pessoas por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro, nesse suposto esquema de desvio de recursos públicos do IRM.

Na operação, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil, informou ainda o MPRJ.

Na denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, o MPRJ detalhou que os acusados teriam utilizado contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos, em esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie, disse o MPRJ, em comunicado sobre a ação.

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