Com petróleo mais calmo, IPCA testa expectativas para a Selic

Com petróleo mais calmo, IPCA testa expectativas para a Selic

Com petróleo mais calmo, IPCA testa expectativas para a Selic

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Depois de alguns dias de tensão devido aos novos ataques de Estados Unidos e Irã, o mercado voltou a apostar que avanços diplomáticos devem conter a escalada militar. O assunto, no entanto, segue no radar, bem como suas consequências. Hoje, o IPCA de junho será o principal teste para o mercado, porque mostrará os impactos da guerra na inflação e, consequentemente, no futuro da Selic.

O alívio na percepção de risco já aparece nos preços do petróleo. Apesar da nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, investidores passaram a avaliar que o conflito dificilmente deve se transformar em uma guerra mais ampla e que os dois países devem retomar as negociações de um acordo. Com isso, o temor de interrupções no fornecimento de petróleo perdeu força, ajudando a aliviar as cotações da commodity.

Às 7h30, o Brent caía 0,17%, cotado a US$ 76,17, enquanto o WTI recuava 0,22%, para US$ 71,92.

Novidades da guerra

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã pelo segundo dia seguido, informou o Comando Central americano (Centcom), horas depois de o presidente Donald Trump dizer que o acordo interino firmado no mês passado para encerrar a guerra no Oriente Médio estava "acabado". Teerã, por sua vez, respondeu lançando mísseis e drones contra bases americanas em países do Golfo Pérsico.

Segundo o Centcom, a nova rodada de bombardeios teve como objetivo "enfraquecer a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis inocentes no Estreito de Ormuz" e atingiu aproximadamente 90 alvos militares.

A ofensiva, de acordo com o comando, destruiu sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, instalações de armazenamento de mísseis e drones, além de ativos navais e estruturas de logística militar ao longo do litoral iraniano. A mídia estatal iraniana informou que duas pontes no leste do Irã também foram atingidas.

Mesmo com a escalada militar, o mercado passou a interpretar que os ataques aumentam a pressão para uma solução negociada, reduzindo a probabilidade de uma interrupção prolongada da oferta de petróleo.

IPCA no foco

Se o petróleo perdeu parte do protagonismo nesta manhã, a atenção dos investidores se volta para a inflação brasileira.

O IPCA de junho será o principal indicador do dia porque pode ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos da política monetária. A expectativa é de desaceleração da inflação, favorecida por altas mais moderadas nos preços dos alimentos e da energia elétrica.

A mediana das projeções de 27 consultorias e instituições financeiras colhidas pelo VALOR DATA aponta para alta de 0,31% em junho, abaixo dos 0,58% registrados em maio e também da prévia do mês, que ficou em 0,41%.

O intervalo das estimativas varia de 0,24% a 0,37%. O IBGE divulga os dados oficiais às 9h.

No acumulado de 12 meses, a expectativa é de inflação de 4,80%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Um resultado em linha com o esperado tende a reforçar a percepção de que a inflação segue em trajetória de desaceleração, mas ainda distante do objetivo da autoridade monetária.

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