
Petróleo dispara após novos ataques entre EUA e Irã; mercado acompanha tensão no Estreito de Ormuz
Troca de ataques entre os dois países aumenta os temores sobre a oferta global da commodity e reacende tensão no Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo operam em forte alta neste domingo (17), após uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã aumentar os temores sobre a segurança do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
- Por volta de 19h (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançavam 3,4%, para US$ 73,87 o barril. Já o Brent, referência internacional, subia 3,5%, para US$ 78,67.
A valorização da commodity acontece após os dois países trocarem novos ataques durante o fim de semana.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), as forças americanas lançaram uma nova onda de bombardeios contra o Irã neste domingo, depois de atingirem 140 alvos no sábado.
A ofensiva foi apresentada como resposta a um ataque da Guarda Revolucionária Islâmica contra um navio porta-contêineres que transitava pelo Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra instalações militares americanas na Jordânia, no Kuwait, no Bahrein e em Omã, de acordo com a agência estatal Tasnim.
A tensão aumentou após a imprensa estatal iraniana afirmar que a Guarda Revolucionária havia fechado o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.
A informação, porém, foi negada pelos Estados Unidos.
O Centcom afirmou que a passagem permanece aberta para embarcações que realizam trânsito legal e declarou que as forças americanas estão posicionadas para garantir a navegação na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou, em entrevista à NBC News, que o estreito continua aberto. Dados da empresa de inteligência marítima Windward indicam que nove embarcações cruzaram a via marítima no sábado.
Antes do início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, cerca de um quinto de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo passava pelo estreito.
O fluxo caiu após o início dos ataques iranianos a navios comerciais, mas vinha se recuperando desde a assinatura do acordo temporário entre os dois países.