
Bradesco Principal recebe 400 mil clientes internos de alta renda
Segmento atende pessoa física com renda entre R$ 25 mil e R$ 10 milhões que deixava o dinheiro em instituições financeiras concorrentes
Por Talita Moreira, Valor — São Paulo
Atualizado
Quando Marcelo Noronha assumiu a presidência do Bradesco, em novembro de 2023, uma das apostas do executivo para a crise que o banco atravessava era reformular o atendimento ao público de alta renda. Àquela altura, a instituição financeira estava na incômoda situação de ter em sua base de clientes boa parte das famílias brasileiras de poder aquisitivo elevado e vê-las deixar a maior parte desse dinheiro na concorrência.
O Bradesco Principal chegou ao mercado um ano mais tarde com o objetivo de atender uma clientela com renda de R$ 25 mil a R$ 10 milhões — entre o Prime e o private banking. Desde então, cerca de 400 mil correntistas do banco migraram para o segmento, metade do total que a instituição financeira vê como potencial para os próximos anos só dentro de casa.
“A gente tinha os clientes, eles estavam aqui, mas usavam a concorrência”, afirma José Augusto Miranda, diretor-executivo do Bradesco responsável pela área de alta renda. “A gente falhou com esse produto”, acrescenta Daniela Castro, diretora responsável pelo Bradesco Principal.
O público abastado é o mais rentável e, portanto, o mais disputado por bancos e plataformas de investimento. Para convencê-lo a voltar, primeiro o Bradesco tentou mapear quais problemas ele enxergava no atendimento.