Com novo capítulo da guerra, Ibovespa fecha em queda e dólar sobe; Petrobras (PETR4) segura o tombo

Com novo capítulo da guerra, Ibovespa fecha em queda e dólar sobe; Petrobras (PETR4) segura o tombo

Com novo capítulo da guerra, Ibovespa fecha em queda e dólar sobe; Petrobras (PETR4) segura o tombo

Preço do petróleo voltou a subir com força e ações preferenciais da estatal dispararam, impedindo que o índice da bolsa brasileira registrasse perdas mais significativas

A semana começou com uma nova rodada de apreensão sobre os rumos do conflito entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques e o fechamento do Estreito de Ormuz. Ainda que o vai e volta nas negociações entre os dois países não surpreendam mais, a ausência de perspectivas para um final do conflito alimenta a forte aversão a risco nos mercados globais. Por aqui, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou e a cotação do dólar subiu, com a saída do investidor estrangeiro.

- O Ibovespa encerrou em queda de 1,2%, a 175.739 pontos.

- O dólar subiu 0,46% frente ao real, cotado a R$ 5,13.

- O petróleo tipo Brent, referência global de preços, disparou mais de 9% e encerrou cotado a US$ 83,30.

- Em Nova York, o S&P 500, principal índice da bolsa americana, caiu 0,8% e o Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 1,5%.

O fim do cessar-fogo e a frustração do acordo que incluía a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo no mundo, voltam a pressionar os preços dos barris. Com eles, os juros futuros também sobem, à medida em que o mercado passa a prever uma inflação maior à frente e incertezas elevadas.

"O petróleo mais caro favorece companhias do setor energético, mas aumenta custos para transportes, indústria e consumo, além de reduzir a liberdade dos bancos centrais para cortar juros", afirma Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos. "A guerra pode até acontecer longe das bolsas, mas nunca longe dos preços."

Maior peso no Ibovespa, a Vale (VALE3) fechou em queda acentuada (-1,8%) e segundo maior volume negociado. Na outra ponta, níveis mais altos de preços do petróleo favoreceram as companhias do setor. As ações da Petrobras (PETR4) registraram forte alta, impedindo que o Ibovespa registrasse perdas mais significativas.

Evento recente organizado pelo BTG Pactual com executivos do setor de petróleo e gás trouxe uma mensagem encorajadora para as companhias do setor e reforçou a confiança em nomes de peso da bolsa brasileira, de acordo com os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha. Eles escrevem que o setor atravessa um momento de execução sólida e foco na disciplina de capital.

A construção civil teve mais um dia de perdas fortes, como na última semana. O setor é mais sensível a juros e já apresenta sinais de desaceleração no segmento de alta renda. Destaques ficaram com Direcional (DIRR3) e MRV (MRVE3) , que perderam mais de 3% e lideraram as perdas no segmento.

Além do cenário geopolítico, os investidores seguem monitorando os sinais vindos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre os rumos da política monetária, já que o juro americano baliza os caminhos do capital global, seja para a renda fixa seja para os ativos de risco.

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