Escalada da guerra entra no radar em semana cheia de indicadores

Escalada da guerra entra no radar em semana cheia de indicadores

Escalada da guerra entra no radar em semana cheia de indicadores

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A semana começa com o mercado de olho na nova escalada entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar o petróleo. Os investidores ainda aguardam dados importantes nesta semana, como indicadores inflacionários nos Estados Unidos e indicadores de atividade no Brasil, incluindo o IBC-Br, conhecido como “prévia do PIB”.

Em que pé anda a guerra?

Durante o fim de semana, uma nova escalada da guerra no Oriente Médio colocou novamente o Estreito de Ormuz no radar. Os Estados Unidos e o Irã trocaram novos ataques, com Teerã mirando instalações americanas em países do Golfo e anunciando novamente o fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo agências internacionais, a passagem já registra os menores níveis de tráfego em pelo menos cinco semanas.

Com isso, o petróleo voltou a subir. Por volta das 7h30, o Brent (referência global) subia 3%, cotado a US$ 78,32 o barri. Já o WTI (referência norte-americana) subia 3,08%, cotado a US$ 73,61.

Agora, os investidores aguardam os próximos passos diplomáticos para entender se a troca de ataques significa uma volta da guerra como estava antes da assinatura do memorando ou se é apenas uma forma dos países voltarem a se pressionar por um acordo que seja vantajoso para ambas as partes.

Os efeitos dela seguem incertos…

Nesse meio tempo, os efeitos da guerra continuam incertos. Não se sabe ainda qual o tamanho do impacto do conflito na inflação e nem como essas novas escaladas vão repercutir na economia mundo afora. Por isso, os dados dessa semana ganham ainda mais importância.

Nos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americana) participarão de eventos nos próximos dias, com destaque para o presidente da autarquia, Kevin Warsh, que será sabatinado pela Câmara dos Representantes na terça-feira (14) e pelo Senado dos EUA na quarta-feira (15). As declarações devem ser monitoradas de perto porque se tratam da primeira sabatina dele no comando do Fed e devem trazer pistas sobre o futuro dos juros por lá.

Além das declarações, dados inflacionários também podem ajudar a calibrar as apostas para a política monetária. Afinal, eles mostrarão o quão pressionada está a alta dos preços em meio à guerra que já passa de cinco meses. Na terça (14) saem os dados do índice de preços ao consumidor (CPI), na quarta (15) saem os dados do índice de preços ao produtor (PPI) e na sexta-feira (17) saem os dados das expectativas de inflação colhidas pela Universidade de Michigan.

No Brasil, dados de atividade serão monitorados de perto. Na quarta-feira (15) saem os dados do volume de serviços prestados em maio. Na quinta(16) saem os dados do varejo. E, por fim, na sexta-feira (17) sai o IBC-Br, indicador de atividade do Banco Central conhecido como “prévia do PIB”. Os indicadores mostrarão o quão forte está a atividade e portanto, o quanto há de pressões inflacionárias.

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